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Canos


Depois de quase uma semana e meia sem gás a nossa vida desorganiza-se.

Torna-se tudo demasiado dificil.. tomar banho, cozinhar e a nossa sorte foi estar a fazer uns dias de calor porque o mais provável era termos morrido enregelados.

Depois tivemos que nos mudar para casa da sogra que nos recebeu de braços abertos e que foi a nossa salvação mas ao fim de uns dias faz-nos falta tudo, as nossas coisas, e inclusivé o nosso cantinho. E com um bébé na equação as coisas ainda se tornam mais dificeis, a rotina que já estava imposta ficou revirada do avesso.

Esqueçemos como são importantes as coisas que nos facilitam a vida diariamente, que nos proporcionam um conforto básico e tal é o habito enraizado que já não saberiamos viver sem elas.

Enfim cá estamos de volta com a convicção que ter gás canalizado é verdadeiramente um luxo e que a tv que nos fazia tanta falta para a sala passou para 2º plano.


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Quando os meus dois amores se juntam.
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O amor é como a Lua, quando não cresce, míngua.






Proverbio de fonte desconhecida


Imagem de misha_gordin
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Lisboa


Revisitar as nossas raízes.

A cidade que nos viu nascer e crescer.

Reconhecer os cheiros das ruas e a luz que banha a cidade e a minha alma.

Ver os amigos que tão bem nos conhecem e que nós conhecemos tão bem.

Vê-los crescer e a nós também.


..perceber de onde viemos para entender para onde vamos.
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Mummis


É bom ter amigos que partilham uma realidade muito parecida à nossa.

Não parecemos umas mães babadas que só sabem falar do seu rebento com a baba languida a verter pelo canto da boca e não nos sentimos culpadas por querer continuar a falar :)


Esta é a 2ª amiguinha mais velha da O.
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Overdose de chocolate





Tarefas domésticas não são comigo e muitas vezes acho-me contrariada ao fazê-las mas uma das coisas que gosto é cozinhar.
Esta semana estive gastronómicamente inspirada!
Depois de uma verdadeira disputa com a massa pesada e teimosa de se moldar meti uns biscoitos no forno e cresceram uns queques com sabor a biscoitos de chocolate... cada bolinho é uma orgia de chocolate mais que aprovada!
Estou verdadeiramente orgulhosa :)



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Moranguitos com sabor a comprimido


Ainda tenho a esperança de encontrar os morangos da minha infância.

Sumarentos e docinhos... pura desilusão ou ilusão?

Talvez um dia perca a cabeça e a carteira nos biológicos!

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4 meses







às vezes parece um sonho
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Postcrossing




Saudades de pegar numa caneta e papel e escrever.


Ritual que começa a ser esquecido com as novas tecnologias. É muito mais fácil, rápido e cómodo enviar e-mails. Não sou nada contra estas novas tecnologias que nos poupam muito tempo e deslocações.


Por outro lado as cartas transportam um pouco de nós..
.. o caminho que percorreu, o selo carimbado, o cheiro do papel, a tinta cravada que nos contava uma história de alguém que quis partilhar connosco. Algo que ficaria documentado para sempre.


Tinhamos uma particularidade entre nós: decoravamos o envelope e ou a carta ao nosso gosto e imaginação e todas as cartas eram diferentes dependendo do seu conteúdo e do nosso humor da altura.
Miminhos enviados por correio :)










Entretanto esse hábito foi-se perdendo no tempo...





Há uns dias andava a passear na net e tropeçei num conceito interessante de um português chamado Paulo Magalhães de Braga que teve esta excelente ideia de reinventar o correio na sua forma mais anónima possivel: mandas um postal a alguém de quem só sabes a morada e pouco mais (apenas aquilo que ela quiser) e por esse postal recebes um outro de outro alguém que também não conheçes. E assim sucessivamente formando um ciclo... mas isto torna-se mais interessante quando difundido pelo mundo inteiro. Os postais vêm de todo o lado. É o sistema que escolhe ao acaso a quem vais escrever e quem te escreverá.



Cultura a rodar por todo o mundo. Via ctt. Com selos, tinta, carimbos e o cunho de diferentes pessoas de diferentes partes do mundo.



E estes já vão a caminho do seu destino e ainda nem partiram e já tou ansiosa do que vou encontrar na minha caixa de correio.

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M & L


Ficas assim pequenino quando me vês sair.Seguras o teu coração trémulo numa das mãos com medo deste cair.Na outra aconchegas a nossa pequenina. Olhas para mim como se eu não fosse voltar e enches os olhos de saudades mesmo antes de eu partir.


Eu e tu.

Nós somos ela.

..nela nunca poderemos-nos separar.



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Porto


Espalhei milhares de passos na cidade e mais outros tantos mais uma e outra vez


Respirei muito fundo e tentei fugir para longe.
volto sempre de coração na mão para voltar a pô.lo no lugar.


Volta sempre a cair.


Paro um minuto para pensar na madrugada e outro ao entardecer
esta luz que me acalma é a luz que me revolve por dentro.


Amacia o turpor
acalenta a minha besta no silêncio


..ainda sinto o formigueiro a borbulhar no mais profundo do meu ser


guardo.te nesse lugar e revejo.te sempre que passo por lá..
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Welcome...


Vamos ver o que sai daqui... devagarinho.
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Bloguice?


Os blogues sempre me souberam a peganhento.
Sem saber muito bem porquê a necessidade de criar um blog tornou-se irritante. Talvez porque depois de ter deixado o ninho também deixei os luxos (internet, tv por cabo, água quente sem fim(...), gás canalizado, enfim, uma colecção de confortos ..que já me estão a fazer divagar para outros assuntos!) e apesar de ter comprado um cpu que, mais tarde devido a certas circunstâncias foi vendido, perdi o contacto com a mundo cybernético assim como com o mundo informático.
Agora que instalei-me definitivamente no nosso ninho (ainda por nidíficar) com o M. e a nossa O. o caso mudou de figura. Fui eu quem trouxe as armas e bagagens cá para casa mas o M. foi quem trouxe o computador.. e mais tarde um portátil.
Desde aí que eu mergulho no fantástico mundo dos blogs - todos têm 1! E é claro que as perguntas insistentes surgem: "é para quando esse blog?"
Entretanto apercebi-me de uma realidade que me suscitou bastante curiosidade. O facto de haver blogs tipo "lojas-virtuais-de-coisas-feitas-pelos-autores" e foi o culminar de uma ideia latente que misturava arte com negócio sem ter que sair de casa nem ter que pagar uma renda...perfeito!
Já estou um bocado enferrujado na minha arte mas sinto um formigueiro do cérebro para a mão e da mão vai passar certamente, aos poucos, para a nossa frente
Resta-me saber se hei-se adquirir o à vontade informático para fazer dele o que quero e não o que ele quer de mim.

E pronto cá está ele!