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(...)


Gerou-se um conflito interior entre a mulher que ambiciona voltar ao mundo de trabalho e a mãe que quer acompanhar o crescimento da sua filha.

Esse conflito agravou-se nestes tempos em que a realidade de um part-time surgiu.

Se por um lado doi (porque não há outra palavra que transmita tão bem como esta o meu estado de alma) ter de deixá-la durante uns pares de horas, por outro lado, sinto-me estranhamente livre e motivada para outros campos que não sejam o ambiente familiar. Mesmo que a área não seja realmente aquela para a qual estou vocacionada.

Para minimizar o sentimento de culpa decidi procurar um part-time. E um qualquer desde de que bem pago "para valer a pena" todo o tempo que passo sem ela.

Espero sentir-me mais activa e mais integrada no campo de trabalho e que isso seja um incentivo a produzir mais peças minhas, tirar um curso para complementar o meu ou quem sabe encontrar o emprego de sonho num ambiente familiar e com a O. do meu lado (quem sabe, o meu próprio negócio?).
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Nas paredes da cozinha


da minha infância conseguia ver sistemas pluricelulares.
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Proliferação de papel...


Tenho várias montanhas para escalar. Mas a que me assusta mais e que crescer desalmadamente é esta.

Há facturas e talões espalhados por todo o lado. Na mesa, no chão, na cozinha, na mala... e já me começam a fazer comichão..

Chama-se contabilidade (um registo mensal dos gastos aqui da familia) que se tem vindo a acumular e agora a arrastar.. 3 meses em atraso!

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Do fundo das minhas gavetas..



..da minha infância.
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Viciada em chocolate...
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das tuas 28 primaveras algumas são minhas


vivo do teu ar. da tua alegria e da tua tristeza. dos teus medos e inseguranças encho.me de coragem para guardá-los dentro de uma caixa. para nunca mais os veres. e a seguir vejo.te crescer mais alto e mais longe. devagar devagarinho para assim te tornares mais forte e mais sabido. desejo-te sempre ao meu lado mesmo quando estás ao meu lado.



Coincidencia ou não...

hoje o meu corpo declarou-se oficialmente e disse-me baixinho ao meu ouvido: "novamente fértil"




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ode à senhora da loja ao virar da esquina

As coisas mudam. estão sempre a mudar. e isso é bom... ou mau? Aqui as coisas estão a mudar. ou sou eu que mudei. a visão que tinha das coisas? não sei. sei que esta mudança para mim está a ser boa. daquelas que queremos que aconteçam. afinal Lisboa não é assim tão fria. até é bem quentinha. mais sol. mais calor. mais luz.
E aqui? aqui até existem pessoas de alma. daquelas que ajudam pessoas em apuros. que nos sorriem ao dizer bom dia. que nos dão dois dedos de conversa. porque sim.
É bom sentir que aqui também existem pessoas com o quentinho que encontramos as outras pessoas. as lá de cima. só é preciso olhar bem. separar o trigo do joio. como em toda a plantação existe.
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Cultura contra o desperdicio


Não fui a tempo de fazer a minha contribuição para o dia blog action day. No entanto gostei muito de ler as participações da Rosa, da Alice, da Ana, da Natacha, da Rita e da Isabel. Fiquei inspirada com as muito boas sugestões que deixaram e até com mais vontade de fazer algumas delas que por vezes esqueçemos.











Por isso apartir de agora vou ser mais disciplinada:








Não trazer mais sacos de plástico dos supermercados e andar com sacos reutilizaveis na mala, enquanto não faço o meu saco de tecido, para trazer as compras.









Vou tentar reduzir os meus prolongados banhos (o pecado que me sabe pela vida).









Lavar a loiça de uma só vez e passar por água de uma só vez com os talheres e os tachos mais difíceis de lavar no fundo.











E aplicar as boas ideias que aprendi:









Pus um balde ao lado da banheira para meter debaixo da torneira para quando abrimos e não chega a água quente.









Com essa água posso regar plantas, lavar o chão ou usar na sanita como descarga de autocolismo.



Também aproveito a água do banho da miúda como descarga do autocolismo.









Vou por um alguídar, junto com o balde, para guardar a mesma água mas com para um fim diferente: lavar os vegetais (estas podem ser reaproveitadas mais uma vez como rega de plantas), cozinhar ou meter a loiça suja de molho. (acabei de me lembrar desta :) )











O que faço:












Separação do lixo e reciclagem.












Reaproveitar latas e frascos:




As latas podem servir para guardar coisas tanto na cozinha como fora dela (meter lápis, linhas, botões, utensílios de cozinha..) e podem ser decorados por nós.




Os frascos uso para guardar comida: líquidos, açucar, sal, arroz, a maionese caseira... enfim, em vez de comprar uma linha infinita de tupperweares, tenho alguns, e o resto aproveito frascos e recipientes de plástico da comida que encomendamos e que assim vem acondicionada (alguns resistem até hoje).





Estou a guardar a roupa da O. para um possível segundo filho e a que não quero dou a amigos ou vendo na kid to kid.








Guardo as impressões que saem mal para outras impressões teste ou rascunhos e esboços do lado contrário.








As caixas de cereais uso para modelagem mas também podem servir para capas de livros ou blocos.






















No fim fica-me a vontade de desperdiçar menos e aproveitar mais.








A reciclagem já começa a ser um habito comum e as pessoas estarão mais receptivas a este tipo de acções. O que é bom. Mas a verdade é que este tipo de acção foi tida em causa pelo negócio que tem por detrás. Reciclar é importante mas penso que esta opção é a última a ter em detrimento das outras. É necessário aproveitar o caminho aberto para continuar a educar.









Sacos reutiláveis assim e assim.



E porque não reaproveitar tecidos ou camisolas velhas sem uso e fazermos o nosso próprio saco... assim!






E para quem não tem jeito há quem faça por nós!
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Pseudo-artista


Fiquei completamente incrédula enquanto lia. A desejar que não fosse verdade. Na esperança de ter entendido mal a notícia...

Aqui fica o artigo. E fotos da dita exposição aqui.

Das suas uma: ou foi uma vingança muito pessoal (que soa desculpa) ou então este "artista" é de uma visão tão tapada e/ou egoista que a única coisa que ele viu foi um fim sem olhar a meios..

A verdade é que ele conseguiu realmente a atenção o que ele não contava é que a atenção, nem toda, é bem vinda.

E foi assim que cheguei à petição.

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11 meses


O cenário mudou e ela anda meia desnorteada. Nós também.




Come muito bem, e de tudo o que lhe dermos, principalmente, se for algo que nós também estamos a comer.

Mama de dia e de noite e a quase todas as refeições, a não ser o almoço, que é a refeição mais consistente para isso mesmo.

Sem mama fica irritadiça e desconsolada.

O desmame tem sido natural. O leite vai aos poucos diminuindo e quando o leite acabar.. acabou.


Sei que ela tem um ritmo só dela e que não é igual aos outros mas o facto é que a maioria dos bebés já dizem as primeiras palavras com esta idade.
Pronuncia sons que se assemelham a palavras mas sem intenção.
Penso que talvez a minha perspicácia em entendê-la e a nossa linguagem silênciosa possam ser os motivos desencorajadores.



Por outro lado o 9º dentinho já pesponta.

Já se poe em pé com facilidade e já dá os primeiros passinhos agarrada às mobílias e às nossas pernas.

Já faz birra e já tem quase um aninho!



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Sem tempo para sonhar..

Hoje dei-me conta que já não sonho. Deixou-me intrigada/preocupada.
Para além de saber que sonhar é um processo natural e necessário para a sanidade do cerebro de qualquer pessoa é um acto ainda mais normal em mim (sonhadora nata).
Ora vejamos.. entre o acordar, quase de duas em duas horas e a insónia que se instala à quarta vez que acordo durante duas horas, deduzi que me resta muito pouco tempo para sonhar.
Entretanto vou sonhando acordada...
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Presente no passado

De volta ao antigo/novo apartamento.
Anos passaram.
Mazelas descobertas para quem as quer ver.
Paredes que já foram as guardiãs do meu mundo.
Esquecidas. Maltratadas e tristes.
Caiadamente de branco silêncio.



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Babylegs




Está a chegar o frio e com ele veio estas perneiras lindas que encomendeiaqui.
Não sou muito de encomendar pela net mas já andava há muito à procura de umas perneiras para a O. e no mercado pouco ou (atrevo-me a dizer) nada há.
Perdi o medo e arrisquei. Encomendei e não foi assim tão dificil nem doeu muito.



Agora a O. tem uns joelhos todo-o-tereno e está sempre quentinha.
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No leitor:

Enquanto chove lá fora vamos ouvindo cá dentro...
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Lado A - Noisettes

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Lado B - NYP

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Domingo

Um papel de parede muito azul e uns dragões em jeito divino.
Uma casa cheia de gente boa. Gente mais madura.
Interacção de realidades que em tempos foram só uma.



Gente que mais parece família.
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Eu-blogue







Aceitei o desafio.Não propriamente da pessoa que teve a ideia. Mas de uma pessoa que costuma ter muito boas ideias e bons resultados.






A sua contribuição aqui e aqui.




Achei uma forma criativa de comunicar.




Os pequenos detalhes dizem tudo.
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10 meses


8 dentes contados e assinalados continua as suas investidas em mãos, ombros e queixos (é o que apanhar mais a jeito). Começa a ser perigoso meter o que quer que seja nas mediações daquela boca.




O seu hobbie preferido é a maratona em 4 pernas. Da sala à cozinha ou então da sala ao corredor e às escadas. Percorre tudo em apenas segundos. A caminho de uma divisão e ante a sua chegada lança um determinado e ruidoso "aahhhh!" como que se a anunciar e a pedir resposta por parte dos presentes.

Quando se cansa puxa do rabo para trás e deixa a gravidade actuar para descansar sentadinha.




As investidas à gata são sensacionais. A gata não a reconheçe como um ser humano e acha aquela criatura muito estranha. Assim sendo não se aproxima muito e no início até fugia mesmo estando a alguns metros dela.

Ela por sua vez acha-lhe muita graça. Quando a vê, tudo pára, e começa a corrida para tentar alcançá-la. É óbvio que perante uma gata ágil ela não tem qualquer tipo de hipótese. Mas a esperança é a última a morrer e aquele ser branco pequenino é a perdição dos olhos dela.




Ao jantar e no meio das conversas que é quando nos juntamos todos, ela inclusivé, também participa. Esbraceja e palra muito. Se nos ouve a rir fica muito atenta e no fim lança a sua gargalhada de concordância.




Meia irritada e um bocadinho antes de soltar o choro solta um "maaamaamaamamamamaaaaa" que penso não querer dizer nada apesar de o fazer em suplicia e a olhar para nós.

É o inicio de qualquer coisa...
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Amar mais um bocadinho


Quanto tempo mais vais estar do meu lado?

Quanto tempo mais tenho para te poder abraçar?

Quanto tempo falta para te ires embora do nosso leito quente e aconchegante?

Sei que partes em honra de um bem maior.

Mas às vezes queria-te aqui comigo...
só mais um bocadinho...
..no quentinho.

Para te poder amar mais um bocadinho...