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Finalmente a agenda..


Nunca me sinto satisfeita e por vezes demoro tanto a escolher que quase que passo meio ano sem agenda.
(Lembra-me logo daquele anuncio cantarolado em desenhos animados: "A minha agenda! A minha agenda!".)
Mas desta vez não posso desleixar-me e andar sem agenda.
Saí decidida a gastar pouco por algo práctico.
No fim gastei mais do que queria e trouxe aquilo que pensei nunca trazer: um moleskine!


E ainda fiquei contente.
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Foi...

(a dormir onde podia: piolho)

Foi uma semana sem horários, sem deveres nem obrigações.

Deixamos Lisboa para trás e rumamos em direcção à Invicta.

As saudades apertavam e adivinhava-se uma escassez de tempo para matar tanta saudade.

Não soube a férias. Foi tudo muito rápido. Tudo com medo de não se conseguir aproveitar. Que nem tive tempo para tirar a maquina fotográfica e registar a viagem.

Não houve tempo para passar na "nossa" Gelataria Sincelo. Ou calor que apetecesse refrescar. Mas a surpresa foi poder estar em tantos outros sítios familiares sem a habitual neblina tabagista. E com ela.


Soube a pouco. A muito pouco. Mas soube muito bem.




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Para ele...




The Lengendary Tigerman. The one man show.
..a minha prenda de natal (também foi para mim) para ser gozada no dia de Natal.
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Bom Natal



Assim do nada um vírus instalou-se cá em casa. Quis passar o natal connosco. Mesmo passando um mau bocado com febre fui relutante a comprimidos.


O espírito natalício, esse, nem por isso esmoreceu.


Uma lareira bem quentinha. Uma mesa recheada de comida e doces caseiros feitos com muito carinho. E uma árvore cintilante composta de muitas prendas.


Se houve natais que não me souberam a nada, este soube-me por todos eles. Rodeada daqueles que mais amo senti a verdadeira essência que o natal representa.

Reconciliada perdoei todo o outro lado que o natal também pode ser.
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Um ano e um mês


Está a ficar pesada demais para o sling. Ou para as minhas costas?


Ainda não anda mas já dá os seus passinhos muitos seguros pelas nossas mãos.


Vai repetindo palavras como "akk" (aqui), "dai" (pai) e "ahh" (dá) mas não sei até que ponto será autónomo e consciente.


O seus passatempos preferidos são entre o contar cebolas, alhos e batatas e o tirar a reciclagem toda dos cestos e colocá-la dentro da máquina de lavar roupa.


Recentemente anda a redescobrir a água. Adora respingar toda a gente e principalmente o patinho.


Come tudo (pão, bolachas, fruta, legumes) menos o peixe que tentei introduzir no dia passado e que ela recusou avidamente. Espero que o faça, com ainda mais convicção com a carne. Que não penso tão cedo, ou quem sabe, sequer introduzir.
Já a mama é o seu consolo e nada a substitui.


A ver se não me esqueço de procurar um manual sobre birras. De preferência o que ela leu. Já sabe mais que eu.
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Low bat

Será o tempo directamente proporcional ao meu estado de humor?
Pareço um painel solar. Que com a falta de luz se torna apagado e pouco eficiente.
Por outro lado chuva aprisionou-nos em casa. Os sítios possíveis em dias como estes estão provavelmente apinhados de gente e do seu consumismo.
Faz-me falta a luz, a rua, o vento frio a roçar na cara.
Ela está rabugenta. E eu tambem.
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Um amor chamado máquina de lavar roupa







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Herança difícil de herdar


A mulher de saltos altos sai à rua quando bem lhe apetece. Não pede autorização. Não requisita o corpo. Sai e pronto.


A mulher de saltos altos é uma mulher bonita. Envolta num perfume que lembra o mais céptico do amor. De passo seguro e leve que lembra à mais esquecida da poder do feminiliadade. E transporta na sua pequena e graciosa mala uma amostra de sonhos e romance.


Não anda de transportes públicos. Pouco anda. Os sapatos esses têm conta passos. Por dia são permitidos 50 passos. Dos pequenos. Tudo acima disso é bem pago. Com uma dor de pés de 3 dias. Pago pela outra. A que anda a pé ou de transportes públicos.


No Domingo saiu à rua pela mão do desejo. Com o Sol a acariciar-lhe a face em tom de romantismo. E o bâton impregnado nos lábios num ensaio de desamores.


Fez a vontade à mãe implacável e exigente que, pelos seus muitos anos, lhe vão apagando lentamente a condição de mulher. E ao marido sequeoso, que meio tonto com a coisa, permitiu-se à cautela e ao título de guardião. Não fosse o desejo virar de outro. E contra ele.


Quando chegou a casa tirou os sapatos mais feliz que ao calça-los. Guardou-os na caixa dentro do armário. Na parteleira de cima.


Despediu-se dela com a sensação que estavam cada vez mais curtos estes espaços entre elas. Mas suspirou numa mistura de felicidade e alívio. E voltou para a cama do lado do seu marido e da sua filha. A pensar na loiça suja e na roupa por lavar. Mas satisfeita por ter feito jus à sua herança.


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Soltou-se um sorriso


Um gritinho histérico... A ansia a trepar o meu corpo de metro e meio. Ganho impulso, com uma criança ao penduro num dos braços e um saco de compras mais uma mala no outro. Sobe 4 lançes de escadas. Que o elevador demora muito e assim é mais ecológico. Só para ver o que estava dentro daquele envelope.

Abrir o envelope sorrir com o esperado e com o inesperedo.

Continar a sorrir..




Obrigado Eunice.


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Janela aberta

( Foto de Filipa Lanranjeira)

Nunca em toda a minha vida pensei em ter um blog. Mesmo depois de ter percebido o que isso era de "blogue". Adorava ler os dos outros.. e era só isto.

Depois veio a ideia de concretizar uma loja virtual em que apresentando o meu trabalho conseguiria ter uma boa avaliação se os meus produtos teriam ou não saída que justificasse uma loja física. No entanto esse projecto ficou em estado de espera por vários motivos.
Entretanto o blogue está aberto e transformou-se numa espécie de diário do quotidiano, foto-album e consequentemente colheita de muita inspiração.

Por estes dias, passo, quase diariamente, por muitos blogues. Gosto de ver o que se passa nos outros blogues. O trabalho, a vida, os pensamentos...

E hoje dei-me conta de como está intrínseco na minha vida.

Num falava de Hospitais e noutro no Natal e em ambos fiquei comovida. Num preocupada e no outro embevecida...
Ora isto são sentimentos que se tem relativamente a familiares e amigos próximos. Mas apesar de não lhes conhecer os rostos parece que reconheço-lhes a alma. Não mantemos nenhuma relação proxima que não esta de periodicos comentários. Mas dou por mim a desejar melhoras e um Bom Natal.

O que me faz ponderar o porque do meu blogue neste momento. Se alguém me lê e se alguém passa cá todos os dias.
Os blogues tem disto. Um lado de partilha, expressão, comunicação mas também um lado de voyuerismo. Funcionam em dois sentidos. Como as janelas. Podemos olhar lá para fora mas também podem espreitar para dentro. E se esse, quanto a mim, é o segredo dos blogues é também o seu ponto fraco.
Pelo menos para mim vai tendo importância e enquanto assim for ele existirá.
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Fiel companheira de viagem...

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eu-blogue e x-blogue

Desde de a minha participação, há algum tempo, que vou sempre espreitar as participações do eu-blogue do Nuno Gomes. E desde daí que tem crescido com muitas participações.
Fico contente por ver tanta gente a aderir pela comunicação, pela criação ou mesmo por ambas.
Uma das últimas participações que surprendeu bastante pela criatividade e pela comunicação foi a do
Rogério Nuno Costa.
A agradável novidade é que fui incluída logo no primeiro
mosaico do Nuno Gomes no x-blogue.
Obrigado :)
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Into the light..

..she leads me.
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Enamorada..


Estive na Feira da Estrela a visitar uma amiga e acabei por ficar completamente rendida às ilustrações da Eunice uma amante de cães de quem a verdadeira simpatia é a sua imagem de marca.

Os seus livros infantis são deliciosos e prometi a mim mesma que a Biblioteca mais a "sério" da O. iria começar por este livro.

Comigo vieram este e este pins mas na verdade queria era trazer a banca toda.

Neste momento encontro-me apaixonada por este bookmark :)
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De volta..

Sim, tenho estado ausente. Mais do que queria. Menos do que podia.
O trabalho dá trabalho. Mesmo em part-time, com formações e um ambiente de amizade decidi que - pressões psicologicas, visões encarceradas de euros e numeros, comissões, penalizações e pausas de 10 minutos a mando de um chefe de equipa (tipo escola secundária) não são para mim.
Ao quinto dia não fui. Demasiado sono para pôr em dia, viagens demasiado longas para chegar, demasiadas saudades da minha menina e demasiado sentimento de culpa por chegar tarde e sem disposição nem para ela nem para ele e muito menos para uma casa caótica.
Apesar de triste pela minha falta de presistência fiquei feliz por me ter respeitado.
Continuo à procura, dentro de outros ramos.
Dentro da minha área pouco encontro ou mesmo nada.
Espero resposta de mais um part-time que quase se transformou em full-time: demasiadas horas e muito mal pago.
Não obrigado fico com part-time e continuo a morar com o meu marido e a minha filhota.
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Semana de trabalho/fim-de-semana de diversão


O cansaço da semana acumulou-se e no fim-de-semana o meu corpo pede-me para descansar.
Mas os meus meninos queriam e precisavam de se divertir.
Uma festinha de anos com a família e amigos.
Um concerto punk.
Uma amiga de longe. De novo, bem pertinho.
:)
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Um ano de ti


Foi assim.


Eu não queria mas tu disseste "chega". E repetiste com mais convicção: "Chega para lá."


As dores já as fazia notar aos presentes.


Lágrimas bem grossas e suspiros bem longos acompanhados de gemidos baixinhos e envergonhados ainda na esperança vã de tentar ser discreta.


E foi assim.


Acompanhada por uma enfermeira até ao hospital que era mesmo ali ao lado do edifício das consultas. E eu a pensar na consulta. Que contra minha vontade, levou-me directamente para a sala de partos.
Revia o plano falhado vezes sem conta na minha cabeça. E repetia outras vezes sem conta que deveria era estar em casa sossegada. À espera do momento certo para me dirijir àquele local asseptico e virgem.


Depois tive medo.


Mas também tive uma mão que me segurou a emoção. As dores. O cansaço.


Ela chega devagarinho.


Ele olhou para mim molhado de emoção.
Eu gritei pelo meu rebento. No meu colo.


Ei-la.


E fiquei sem saber o que fazer. Tão pequenina... a minha pequenina.


E ela? Ela só queria nanar.
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(...)


Gerou-se um conflito interior entre a mulher que ambiciona voltar ao mundo de trabalho e a mãe que quer acompanhar o crescimento da sua filha.

Esse conflito agravou-se nestes tempos em que a realidade de um part-time surgiu.

Se por um lado doi (porque não há outra palavra que transmita tão bem como esta o meu estado de alma) ter de deixá-la durante uns pares de horas, por outro lado, sinto-me estranhamente livre e motivada para outros campos que não sejam o ambiente familiar. Mesmo que a área não seja realmente aquela para a qual estou vocacionada.

Para minimizar o sentimento de culpa decidi procurar um part-time. E um qualquer desde de que bem pago "para valer a pena" todo o tempo que passo sem ela.

Espero sentir-me mais activa e mais integrada no campo de trabalho e que isso seja um incentivo a produzir mais peças minhas, tirar um curso para complementar o meu ou quem sabe encontrar o emprego de sonho num ambiente familiar e com a O. do meu lado (quem sabe, o meu próprio negócio?).
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Nas paredes da cozinha


da minha infância conseguia ver sistemas pluricelulares.
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Proliferação de papel...


Tenho várias montanhas para escalar. Mas a que me assusta mais e que crescer desalmadamente é esta.

Há facturas e talões espalhados por todo o lado. Na mesa, no chão, na cozinha, na mala... e já me começam a fazer comichão..

Chama-se contabilidade (um registo mensal dos gastos aqui da familia) que se tem vindo a acumular e agora a arrastar.. 3 meses em atraso!