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Keep moving..

foto de Marek Sawicki


Chegou a hora da decisão. E foi difícil.


Agora que já me estava a habituar à luz, às pessoas, ao clima, ao cheiro.


A ter os amigos por perto e os Pais a dois quarteirões.


À cultura a transbordar. À sua diversidade.


Ainda não sabemos ao que vamos. Mas já me enchi de saudades.


Logo agora que as minhas raízes começaram a beber deste solo.

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Olívia


2 meses.
Abandonada..

Está temporáriamente com a
Nice.
Precisa urgentemente de uma casa.
E de um cantinho no coração.
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Da minha cozinha


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:)








Ainda não anda e pouco fala mas já sobe para cima de coisas para alcançar níveis mais altos.


Não sei como aconteceu.. olhei para o lado e lá estava ela toda contente de cima do seu pódio.
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14 meses



Hoje foi um dia muito bom.
A O. fez 14 meses e a A. fez mais um aninho. (Parabéns A!)

E assim surgiu a desculpa para nos juntar celebrar o aniversário e meter a conversa em dia.
No fim ficou a vontade de tornar mais frequentes estes pequenos momentos valiosos.
O tempo passa a correr. Todos nos dizem e nós não acreditamos... até ver.
Ela ainda não anda sozinha. Agarra-se aos nossos indicadores e aí até corre.
Adora leite de arroz, de soja e nem por isso do de aveia. Mas o eleito continua a ser o materno. Do peixe nem vê-lo e leguminosas vai indo.
Tem muitos monólogos entusiasmantes. Ora berra e dá ordens. Ora abraça-se com carinho aos peluches.
Ri-se muito. Principalmente quando alguém lhe dá atenção. E isso requere-o de todos: conhecidos ou não.
De noite dorme no nosso meio. Agarra-me nas mão e fica ali a massajar até adormeçer.
Já não consigo adormeçer sem ela do meu lado...




















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Uma cultura de fumo a cair por terra..


A placa azul baloiçava pendente em duas correias. Determinava o espaço restricto de um bar. Para o fumadores uma parte do varandim que se situa acima do palco. Estreito e iluminado por focos ambiente.

Eu não fumo. Não fumamos. E talvez por isso nos passe um bocado ao lado esta lei. A não ser que nos incomode.

Estavamos a assistir a um concerto do varandim. E no meio disto o segurança aborda-nos pronto a empurra-nos para debaixo da placa, justificando-se simpáticamente, que temos de estar para trás da placa... mas nós não fumamos. E logo ali nos pediu desculpa.

Os outros. Os outros foram empurrados para um corredor. Tal manada tresmalhada.

Tudo a fumar.

Em jeito de pecadores..

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Flusch it!


Se todas as casas de banho fossem assim...
Quem se atreve a identificar este autocolismo?
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EBONY BONES! - Don't Fart On My Heart


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Quem corre por gosto não cansa...


..mas para quem corre contrariado cansa muito.
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Finalmente a agenda..


Nunca me sinto satisfeita e por vezes demoro tanto a escolher que quase que passo meio ano sem agenda.
(Lembra-me logo daquele anuncio cantarolado em desenhos animados: "A minha agenda! A minha agenda!".)
Mas desta vez não posso desleixar-me e andar sem agenda.
Saí decidida a gastar pouco por algo práctico.
No fim gastei mais do que queria e trouxe aquilo que pensei nunca trazer: um moleskine!


E ainda fiquei contente.
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Foi...

(a dormir onde podia: piolho)

Foi uma semana sem horários, sem deveres nem obrigações.

Deixamos Lisboa para trás e rumamos em direcção à Invicta.

As saudades apertavam e adivinhava-se uma escassez de tempo para matar tanta saudade.

Não soube a férias. Foi tudo muito rápido. Tudo com medo de não se conseguir aproveitar. Que nem tive tempo para tirar a maquina fotográfica e registar a viagem.

Não houve tempo para passar na "nossa" Gelataria Sincelo. Ou calor que apetecesse refrescar. Mas a surpresa foi poder estar em tantos outros sítios familiares sem a habitual neblina tabagista. E com ela.


Soube a pouco. A muito pouco. Mas soube muito bem.




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Para ele...




The Lengendary Tigerman. The one man show.
..a minha prenda de natal (também foi para mim) para ser gozada no dia de Natal.
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Bom Natal



Assim do nada um vírus instalou-se cá em casa. Quis passar o natal connosco. Mesmo passando um mau bocado com febre fui relutante a comprimidos.


O espírito natalício, esse, nem por isso esmoreceu.


Uma lareira bem quentinha. Uma mesa recheada de comida e doces caseiros feitos com muito carinho. E uma árvore cintilante composta de muitas prendas.


Se houve natais que não me souberam a nada, este soube-me por todos eles. Rodeada daqueles que mais amo senti a verdadeira essência que o natal representa.

Reconciliada perdoei todo o outro lado que o natal também pode ser.
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Um ano e um mês


Está a ficar pesada demais para o sling. Ou para as minhas costas?


Ainda não anda mas já dá os seus passinhos muitos seguros pelas nossas mãos.


Vai repetindo palavras como "akk" (aqui), "dai" (pai) e "ahh" (dá) mas não sei até que ponto será autónomo e consciente.


O seus passatempos preferidos são entre o contar cebolas, alhos e batatas e o tirar a reciclagem toda dos cestos e colocá-la dentro da máquina de lavar roupa.


Recentemente anda a redescobrir a água. Adora respingar toda a gente e principalmente o patinho.


Come tudo (pão, bolachas, fruta, legumes) menos o peixe que tentei introduzir no dia passado e que ela recusou avidamente. Espero que o faça, com ainda mais convicção com a carne. Que não penso tão cedo, ou quem sabe, sequer introduzir.
Já a mama é o seu consolo e nada a substitui.


A ver se não me esqueço de procurar um manual sobre birras. De preferência o que ela leu. Já sabe mais que eu.
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Low bat

Será o tempo directamente proporcional ao meu estado de humor?
Pareço um painel solar. Que com a falta de luz se torna apagado e pouco eficiente.
Por outro lado chuva aprisionou-nos em casa. Os sítios possíveis em dias como estes estão provavelmente apinhados de gente e do seu consumismo.
Faz-me falta a luz, a rua, o vento frio a roçar na cara.
Ela está rabugenta. E eu tambem.
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Um amor chamado máquina de lavar roupa







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Herança difícil de herdar


A mulher de saltos altos sai à rua quando bem lhe apetece. Não pede autorização. Não requisita o corpo. Sai e pronto.


A mulher de saltos altos é uma mulher bonita. Envolta num perfume que lembra o mais céptico do amor. De passo seguro e leve que lembra à mais esquecida da poder do feminiliadade. E transporta na sua pequena e graciosa mala uma amostra de sonhos e romance.


Não anda de transportes públicos. Pouco anda. Os sapatos esses têm conta passos. Por dia são permitidos 50 passos. Dos pequenos. Tudo acima disso é bem pago. Com uma dor de pés de 3 dias. Pago pela outra. A que anda a pé ou de transportes públicos.


No Domingo saiu à rua pela mão do desejo. Com o Sol a acariciar-lhe a face em tom de romantismo. E o bâton impregnado nos lábios num ensaio de desamores.


Fez a vontade à mãe implacável e exigente que, pelos seus muitos anos, lhe vão apagando lentamente a condição de mulher. E ao marido sequeoso, que meio tonto com a coisa, permitiu-se à cautela e ao título de guardião. Não fosse o desejo virar de outro. E contra ele.


Quando chegou a casa tirou os sapatos mais feliz que ao calça-los. Guardou-os na caixa dentro do armário. Na parteleira de cima.


Despediu-se dela com a sensação que estavam cada vez mais curtos estes espaços entre elas. Mas suspirou numa mistura de felicidade e alívio. E voltou para a cama do lado do seu marido e da sua filha. A pensar na loiça suja e na roupa por lavar. Mas satisfeita por ter feito jus à sua herança.


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Soltou-se um sorriso


Um gritinho histérico... A ansia a trepar o meu corpo de metro e meio. Ganho impulso, com uma criança ao penduro num dos braços e um saco de compras mais uma mala no outro. Sobe 4 lançes de escadas. Que o elevador demora muito e assim é mais ecológico. Só para ver o que estava dentro daquele envelope.

Abrir o envelope sorrir com o esperado e com o inesperedo.

Continar a sorrir..




Obrigado Eunice.


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Janela aberta

( Foto de Filipa Lanranjeira)

Nunca em toda a minha vida pensei em ter um blog. Mesmo depois de ter percebido o que isso era de "blogue". Adorava ler os dos outros.. e era só isto.

Depois veio a ideia de concretizar uma loja virtual em que apresentando o meu trabalho conseguiria ter uma boa avaliação se os meus produtos teriam ou não saída que justificasse uma loja física. No entanto esse projecto ficou em estado de espera por vários motivos.
Entretanto o blogue está aberto e transformou-se numa espécie de diário do quotidiano, foto-album e consequentemente colheita de muita inspiração.

Por estes dias, passo, quase diariamente, por muitos blogues. Gosto de ver o que se passa nos outros blogues. O trabalho, a vida, os pensamentos...

E hoje dei-me conta de como está intrínseco na minha vida.

Num falava de Hospitais e noutro no Natal e em ambos fiquei comovida. Num preocupada e no outro embevecida...
Ora isto são sentimentos que se tem relativamente a familiares e amigos próximos. Mas apesar de não lhes conhecer os rostos parece que reconheço-lhes a alma. Não mantemos nenhuma relação proxima que não esta de periodicos comentários. Mas dou por mim a desejar melhoras e um Bom Natal.

O que me faz ponderar o porque do meu blogue neste momento. Se alguém me lê e se alguém passa cá todos os dias.
Os blogues tem disto. Um lado de partilha, expressão, comunicação mas também um lado de voyuerismo. Funcionam em dois sentidos. Como as janelas. Podemos olhar lá para fora mas também podem espreitar para dentro. E se esse, quanto a mim, é o segredo dos blogues é também o seu ponto fraco.
Pelo menos para mim vai tendo importância e enquanto assim for ele existirá.
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Fiel companheira de viagem...