1

Flusch it!


Se todas as casas de banho fossem assim...
Quem se atreve a identificar este autocolismo?
0

EBONY BONES! - Don't Fart On My Heart


0

Quem corre por gosto não cansa...


..mas para quem corre contrariado cansa muito.
1

Finalmente a agenda..


Nunca me sinto satisfeita e por vezes demoro tanto a escolher que quase que passo meio ano sem agenda.
(Lembra-me logo daquele anuncio cantarolado em desenhos animados: "A minha agenda! A minha agenda!".)
Mas desta vez não posso desleixar-me e andar sem agenda.
Saí decidida a gastar pouco por algo práctico.
No fim gastei mais do que queria e trouxe aquilo que pensei nunca trazer: um moleskine!


E ainda fiquei contente.
3

Foi...

(a dormir onde podia: piolho)

Foi uma semana sem horários, sem deveres nem obrigações.

Deixamos Lisboa para trás e rumamos em direcção à Invicta.

As saudades apertavam e adivinhava-se uma escassez de tempo para matar tanta saudade.

Não soube a férias. Foi tudo muito rápido. Tudo com medo de não se conseguir aproveitar. Que nem tive tempo para tirar a maquina fotográfica e registar a viagem.

Não houve tempo para passar na "nossa" Gelataria Sincelo. Ou calor que apetecesse refrescar. Mas a surpresa foi poder estar em tantos outros sítios familiares sem a habitual neblina tabagista. E com ela.


Soube a pouco. A muito pouco. Mas soube muito bem.




1

Para ele...




The Lengendary Tigerman. The one man show.
..a minha prenda de natal (também foi para mim) para ser gozada no dia de Natal.
0

Bom Natal



Assim do nada um vírus instalou-se cá em casa. Quis passar o natal connosco. Mesmo passando um mau bocado com febre fui relutante a comprimidos.


O espírito natalício, esse, nem por isso esmoreceu.


Uma lareira bem quentinha. Uma mesa recheada de comida e doces caseiros feitos com muito carinho. E uma árvore cintilante composta de muitas prendas.


Se houve natais que não me souberam a nada, este soube-me por todos eles. Rodeada daqueles que mais amo senti a verdadeira essência que o natal representa.

Reconciliada perdoei todo o outro lado que o natal também pode ser.
0

Um ano e um mês


Está a ficar pesada demais para o sling. Ou para as minhas costas?


Ainda não anda mas já dá os seus passinhos muitos seguros pelas nossas mãos.


Vai repetindo palavras como "akk" (aqui), "dai" (pai) e "ahh" (dá) mas não sei até que ponto será autónomo e consciente.


O seus passatempos preferidos são entre o contar cebolas, alhos e batatas e o tirar a reciclagem toda dos cestos e colocá-la dentro da máquina de lavar roupa.


Recentemente anda a redescobrir a água. Adora respingar toda a gente e principalmente o patinho.


Come tudo (pão, bolachas, fruta, legumes) menos o peixe que tentei introduzir no dia passado e que ela recusou avidamente. Espero que o faça, com ainda mais convicção com a carne. Que não penso tão cedo, ou quem sabe, sequer introduzir.
Já a mama é o seu consolo e nada a substitui.


A ver se não me esqueço de procurar um manual sobre birras. De preferência o que ela leu. Já sabe mais que eu.
2

Low bat

Será o tempo directamente proporcional ao meu estado de humor?
Pareço um painel solar. Que com a falta de luz se torna apagado e pouco eficiente.
Por outro lado chuva aprisionou-nos em casa. Os sítios possíveis em dias como estes estão provavelmente apinhados de gente e do seu consumismo.
Faz-me falta a luz, a rua, o vento frio a roçar na cara.
Ela está rabugenta. E eu tambem.
2

Um amor chamado máquina de lavar roupa







1

Herança difícil de herdar


A mulher de saltos altos sai à rua quando bem lhe apetece. Não pede autorização. Não requisita o corpo. Sai e pronto.


A mulher de saltos altos é uma mulher bonita. Envolta num perfume que lembra o mais céptico do amor. De passo seguro e leve que lembra à mais esquecida da poder do feminiliadade. E transporta na sua pequena e graciosa mala uma amostra de sonhos e romance.


Não anda de transportes públicos. Pouco anda. Os sapatos esses têm conta passos. Por dia são permitidos 50 passos. Dos pequenos. Tudo acima disso é bem pago. Com uma dor de pés de 3 dias. Pago pela outra. A que anda a pé ou de transportes públicos.


No Domingo saiu à rua pela mão do desejo. Com o Sol a acariciar-lhe a face em tom de romantismo. E o bâton impregnado nos lábios num ensaio de desamores.


Fez a vontade à mãe implacável e exigente que, pelos seus muitos anos, lhe vão apagando lentamente a condição de mulher. E ao marido sequeoso, que meio tonto com a coisa, permitiu-se à cautela e ao título de guardião. Não fosse o desejo virar de outro. E contra ele.


Quando chegou a casa tirou os sapatos mais feliz que ao calça-los. Guardou-os na caixa dentro do armário. Na parteleira de cima.


Despediu-se dela com a sensação que estavam cada vez mais curtos estes espaços entre elas. Mas suspirou numa mistura de felicidade e alívio. E voltou para a cama do lado do seu marido e da sua filha. A pensar na loiça suja e na roupa por lavar. Mas satisfeita por ter feito jus à sua herança.


1

Soltou-se um sorriso


Um gritinho histérico... A ansia a trepar o meu corpo de metro e meio. Ganho impulso, com uma criança ao penduro num dos braços e um saco de compras mais uma mala no outro. Sobe 4 lançes de escadas. Que o elevador demora muito e assim é mais ecológico. Só para ver o que estava dentro daquele envelope.

Abrir o envelope sorrir com o esperado e com o inesperedo.

Continar a sorrir..




Obrigado Eunice.


6

Janela aberta

( Foto de Filipa Lanranjeira)

Nunca em toda a minha vida pensei em ter um blog. Mesmo depois de ter percebido o que isso era de "blogue". Adorava ler os dos outros.. e era só isto.

Depois veio a ideia de concretizar uma loja virtual em que apresentando o meu trabalho conseguiria ter uma boa avaliação se os meus produtos teriam ou não saída que justificasse uma loja física. No entanto esse projecto ficou em estado de espera por vários motivos.
Entretanto o blogue está aberto e transformou-se numa espécie de diário do quotidiano, foto-album e consequentemente colheita de muita inspiração.

Por estes dias, passo, quase diariamente, por muitos blogues. Gosto de ver o que se passa nos outros blogues. O trabalho, a vida, os pensamentos...

E hoje dei-me conta de como está intrínseco na minha vida.

Num falava de Hospitais e noutro no Natal e em ambos fiquei comovida. Num preocupada e no outro embevecida...
Ora isto são sentimentos que se tem relativamente a familiares e amigos próximos. Mas apesar de não lhes conhecer os rostos parece que reconheço-lhes a alma. Não mantemos nenhuma relação proxima que não esta de periodicos comentários. Mas dou por mim a desejar melhoras e um Bom Natal.

O que me faz ponderar o porque do meu blogue neste momento. Se alguém me lê e se alguém passa cá todos os dias.
Os blogues tem disto. Um lado de partilha, expressão, comunicação mas também um lado de voyuerismo. Funcionam em dois sentidos. Como as janelas. Podemos olhar lá para fora mas também podem espreitar para dentro. E se esse, quanto a mim, é o segredo dos blogues é também o seu ponto fraco.
Pelo menos para mim vai tendo importância e enquanto assim for ele existirá.
0

Fiel companheira de viagem...

1

eu-blogue e x-blogue

Desde de a minha participação, há algum tempo, que vou sempre espreitar as participações do eu-blogue do Nuno Gomes. E desde daí que tem crescido com muitas participações.
Fico contente por ver tanta gente a aderir pela comunicação, pela criação ou mesmo por ambas.
Uma das últimas participações que surprendeu bastante pela criatividade e pela comunicação foi a do
Rogério Nuno Costa.
A agradável novidade é que fui incluída logo no primeiro
mosaico do Nuno Gomes no x-blogue.
Obrigado :)
2

Into the light..

..she leads me.
1

Enamorada..


Estive na Feira da Estrela a visitar uma amiga e acabei por ficar completamente rendida às ilustrações da Eunice uma amante de cães de quem a verdadeira simpatia é a sua imagem de marca.

Os seus livros infantis são deliciosos e prometi a mim mesma que a Biblioteca mais a "sério" da O. iria começar por este livro.

Comigo vieram este e este pins mas na verdade queria era trazer a banca toda.

Neste momento encontro-me apaixonada por este bookmark :)
2

De volta..

Sim, tenho estado ausente. Mais do que queria. Menos do que podia.
O trabalho dá trabalho. Mesmo em part-time, com formações e um ambiente de amizade decidi que - pressões psicologicas, visões encarceradas de euros e numeros, comissões, penalizações e pausas de 10 minutos a mando de um chefe de equipa (tipo escola secundária) não são para mim.
Ao quinto dia não fui. Demasiado sono para pôr em dia, viagens demasiado longas para chegar, demasiadas saudades da minha menina e demasiado sentimento de culpa por chegar tarde e sem disposição nem para ela nem para ele e muito menos para uma casa caótica.
Apesar de triste pela minha falta de presistência fiquei feliz por me ter respeitado.
Continuo à procura, dentro de outros ramos.
Dentro da minha área pouco encontro ou mesmo nada.
Espero resposta de mais um part-time que quase se transformou em full-time: demasiadas horas e muito mal pago.
Não obrigado fico com part-time e continuo a morar com o meu marido e a minha filhota.
2

Semana de trabalho/fim-de-semana de diversão


O cansaço da semana acumulou-se e no fim-de-semana o meu corpo pede-me para descansar.
Mas os meus meninos queriam e precisavam de se divertir.
Uma festinha de anos com a família e amigos.
Um concerto punk.
Uma amiga de longe. De novo, bem pertinho.
:)
1

Um ano de ti


Foi assim.


Eu não queria mas tu disseste "chega". E repetiste com mais convicção: "Chega para lá."


As dores já as fazia notar aos presentes.


Lágrimas bem grossas e suspiros bem longos acompanhados de gemidos baixinhos e envergonhados ainda na esperança vã de tentar ser discreta.


E foi assim.


Acompanhada por uma enfermeira até ao hospital que era mesmo ali ao lado do edifício das consultas. E eu a pensar na consulta. Que contra minha vontade, levou-me directamente para a sala de partos.
Revia o plano falhado vezes sem conta na minha cabeça. E repetia outras vezes sem conta que deveria era estar em casa sossegada. À espera do momento certo para me dirijir àquele local asseptico e virgem.


Depois tive medo.


Mas também tive uma mão que me segurou a emoção. As dores. O cansaço.


Ela chega devagarinho.


Ele olhou para mim molhado de emoção.
Eu gritei pelo meu rebento. No meu colo.


Ei-la.


E fiquei sem saber o que fazer. Tão pequenina... a minha pequenina.


E ela? Ela só queria nanar.
2

(...)


Gerou-se um conflito interior entre a mulher que ambiciona voltar ao mundo de trabalho e a mãe que quer acompanhar o crescimento da sua filha.

Esse conflito agravou-se nestes tempos em que a realidade de um part-time surgiu.

Se por um lado doi (porque não há outra palavra que transmita tão bem como esta o meu estado de alma) ter de deixá-la durante uns pares de horas, por outro lado, sinto-me estranhamente livre e motivada para outros campos que não sejam o ambiente familiar. Mesmo que a área não seja realmente aquela para a qual estou vocacionada.

Para minimizar o sentimento de culpa decidi procurar um part-time. E um qualquer desde de que bem pago "para valer a pena" todo o tempo que passo sem ela.

Espero sentir-me mais activa e mais integrada no campo de trabalho e que isso seja um incentivo a produzir mais peças minhas, tirar um curso para complementar o meu ou quem sabe encontrar o emprego de sonho num ambiente familiar e com a O. do meu lado (quem sabe, o meu próprio negócio?).
1

Nas paredes da cozinha


da minha infância conseguia ver sistemas pluricelulares.
3

Proliferação de papel...


Tenho várias montanhas para escalar. Mas a que me assusta mais e que crescer desalmadamente é esta.

Há facturas e talões espalhados por todo o lado. Na mesa, no chão, na cozinha, na mala... e já me começam a fazer comichão..

Chama-se contabilidade (um registo mensal dos gastos aqui da familia) que se tem vindo a acumular e agora a arrastar.. 3 meses em atraso!

0

Do fundo das minhas gavetas..



..da minha infância.
0
Viciada em chocolate...
3

das tuas 28 primaveras algumas são minhas


vivo do teu ar. da tua alegria e da tua tristeza. dos teus medos e inseguranças encho.me de coragem para guardá-los dentro de uma caixa. para nunca mais os veres. e a seguir vejo.te crescer mais alto e mais longe. devagar devagarinho para assim te tornares mais forte e mais sabido. desejo-te sempre ao meu lado mesmo quando estás ao meu lado.



Coincidencia ou não...

hoje o meu corpo declarou-se oficialmente e disse-me baixinho ao meu ouvido: "novamente fértil"




0

ode à senhora da loja ao virar da esquina

As coisas mudam. estão sempre a mudar. e isso é bom... ou mau? Aqui as coisas estão a mudar. ou sou eu que mudei. a visão que tinha das coisas? não sei. sei que esta mudança para mim está a ser boa. daquelas que queremos que aconteçam. afinal Lisboa não é assim tão fria. até é bem quentinha. mais sol. mais calor. mais luz.
E aqui? aqui até existem pessoas de alma. daquelas que ajudam pessoas em apuros. que nos sorriem ao dizer bom dia. que nos dão dois dedos de conversa. porque sim.
É bom sentir que aqui também existem pessoas com o quentinho que encontramos as outras pessoas. as lá de cima. só é preciso olhar bem. separar o trigo do joio. como em toda a plantação existe.
0

Cultura contra o desperdicio


Não fui a tempo de fazer a minha contribuição para o dia blog action day. No entanto gostei muito de ler as participações da Rosa, da Alice, da Ana, da Natacha, da Rita e da Isabel. Fiquei inspirada com as muito boas sugestões que deixaram e até com mais vontade de fazer algumas delas que por vezes esqueçemos.











Por isso apartir de agora vou ser mais disciplinada:








Não trazer mais sacos de plástico dos supermercados e andar com sacos reutilizaveis na mala, enquanto não faço o meu saco de tecido, para trazer as compras.









Vou tentar reduzir os meus prolongados banhos (o pecado que me sabe pela vida).









Lavar a loiça de uma só vez e passar por água de uma só vez com os talheres e os tachos mais difíceis de lavar no fundo.











E aplicar as boas ideias que aprendi:









Pus um balde ao lado da banheira para meter debaixo da torneira para quando abrimos e não chega a água quente.









Com essa água posso regar plantas, lavar o chão ou usar na sanita como descarga de autocolismo.



Também aproveito a água do banho da miúda como descarga do autocolismo.









Vou por um alguídar, junto com o balde, para guardar a mesma água mas com para um fim diferente: lavar os vegetais (estas podem ser reaproveitadas mais uma vez como rega de plantas), cozinhar ou meter a loiça suja de molho. (acabei de me lembrar desta :) )











O que faço:












Separação do lixo e reciclagem.












Reaproveitar latas e frascos:




As latas podem servir para guardar coisas tanto na cozinha como fora dela (meter lápis, linhas, botões, utensílios de cozinha..) e podem ser decorados por nós.




Os frascos uso para guardar comida: líquidos, açucar, sal, arroz, a maionese caseira... enfim, em vez de comprar uma linha infinita de tupperweares, tenho alguns, e o resto aproveito frascos e recipientes de plástico da comida que encomendamos e que assim vem acondicionada (alguns resistem até hoje).





Estou a guardar a roupa da O. para um possível segundo filho e a que não quero dou a amigos ou vendo na kid to kid.








Guardo as impressões que saem mal para outras impressões teste ou rascunhos e esboços do lado contrário.








As caixas de cereais uso para modelagem mas também podem servir para capas de livros ou blocos.






















No fim fica-me a vontade de desperdiçar menos e aproveitar mais.








A reciclagem já começa a ser um habito comum e as pessoas estarão mais receptivas a este tipo de acções. O que é bom. Mas a verdade é que este tipo de acção foi tida em causa pelo negócio que tem por detrás. Reciclar é importante mas penso que esta opção é a última a ter em detrimento das outras. É necessário aproveitar o caminho aberto para continuar a educar.









Sacos reutiláveis assim e assim.



E porque não reaproveitar tecidos ou camisolas velhas sem uso e fazermos o nosso próprio saco... assim!






E para quem não tem jeito há quem faça por nós!
1

Pseudo-artista


Fiquei completamente incrédula enquanto lia. A desejar que não fosse verdade. Na esperança de ter entendido mal a notícia...

Aqui fica o artigo. E fotos da dita exposição aqui.

Das suas uma: ou foi uma vingança muito pessoal (que soa desculpa) ou então este "artista" é de uma visão tão tapada e/ou egoista que a única coisa que ele viu foi um fim sem olhar a meios..

A verdade é que ele conseguiu realmente a atenção o que ele não contava é que a atenção, nem toda, é bem vinda.

E foi assim que cheguei à petição.

1

11 meses


O cenário mudou e ela anda meia desnorteada. Nós também.




Come muito bem, e de tudo o que lhe dermos, principalmente, se for algo que nós também estamos a comer.

Mama de dia e de noite e a quase todas as refeições, a não ser o almoço, que é a refeição mais consistente para isso mesmo.

Sem mama fica irritadiça e desconsolada.

O desmame tem sido natural. O leite vai aos poucos diminuindo e quando o leite acabar.. acabou.


Sei que ela tem um ritmo só dela e que não é igual aos outros mas o facto é que a maioria dos bebés já dizem as primeiras palavras com esta idade.
Pronuncia sons que se assemelham a palavras mas sem intenção.
Penso que talvez a minha perspicácia em entendê-la e a nossa linguagem silênciosa possam ser os motivos desencorajadores.



Por outro lado o 9º dentinho já pesponta.

Já se poe em pé com facilidade e já dá os primeiros passinhos agarrada às mobílias e às nossas pernas.

Já faz birra e já tem quase um aninho!



1

Sem tempo para sonhar..

Hoje dei-me conta que já não sonho. Deixou-me intrigada/preocupada.
Para além de saber que sonhar é um processo natural e necessário para a sanidade do cerebro de qualquer pessoa é um acto ainda mais normal em mim (sonhadora nata).
Ora vejamos.. entre o acordar, quase de duas em duas horas e a insónia que se instala à quarta vez que acordo durante duas horas, deduzi que me resta muito pouco tempo para sonhar.
Entretanto vou sonhando acordada...
1

Presente no passado

De volta ao antigo/novo apartamento.
Anos passaram.
Mazelas descobertas para quem as quer ver.
Paredes que já foram as guardiãs do meu mundo.
Esquecidas. Maltratadas e tristes.
Caiadamente de branco silêncio.



1

Babylegs




Está a chegar o frio e com ele veio estas perneiras lindas que encomendeiaqui.
Não sou muito de encomendar pela net mas já andava há muito à procura de umas perneiras para a O. e no mercado pouco ou (atrevo-me a dizer) nada há.
Perdi o medo e arrisquei. Encomendei e não foi assim tão dificil nem doeu muito.



Agora a O. tem uns joelhos todo-o-tereno e está sempre quentinha.
0

No leitor:

Enquanto chove lá fora vamos ouvindo cá dentro...
1

Lado A - Noisettes

0

Lado B - NYP

3

Domingo

Um papel de parede muito azul e uns dragões em jeito divino.
Uma casa cheia de gente boa. Gente mais madura.
Interacção de realidades que em tempos foram só uma.



Gente que mais parece família.
2

Eu-blogue







Aceitei o desafio.Não propriamente da pessoa que teve a ideia. Mas de uma pessoa que costuma ter muito boas ideias e bons resultados.






A sua contribuição aqui e aqui.




Achei uma forma criativa de comunicar.




Os pequenos detalhes dizem tudo.
1

10 meses


8 dentes contados e assinalados continua as suas investidas em mãos, ombros e queixos (é o que apanhar mais a jeito). Começa a ser perigoso meter o que quer que seja nas mediações daquela boca.




O seu hobbie preferido é a maratona em 4 pernas. Da sala à cozinha ou então da sala ao corredor e às escadas. Percorre tudo em apenas segundos. A caminho de uma divisão e ante a sua chegada lança um determinado e ruidoso "aahhhh!" como que se a anunciar e a pedir resposta por parte dos presentes.

Quando se cansa puxa do rabo para trás e deixa a gravidade actuar para descansar sentadinha.




As investidas à gata são sensacionais. A gata não a reconheçe como um ser humano e acha aquela criatura muito estranha. Assim sendo não se aproxima muito e no início até fugia mesmo estando a alguns metros dela.

Ela por sua vez acha-lhe muita graça. Quando a vê, tudo pára, e começa a corrida para tentar alcançá-la. É óbvio que perante uma gata ágil ela não tem qualquer tipo de hipótese. Mas a esperança é a última a morrer e aquele ser branco pequenino é a perdição dos olhos dela.




Ao jantar e no meio das conversas que é quando nos juntamos todos, ela inclusivé, também participa. Esbraceja e palra muito. Se nos ouve a rir fica muito atenta e no fim lança a sua gargalhada de concordância.




Meia irritada e um bocadinho antes de soltar o choro solta um "maaamaamaamamamamaaaaa" que penso não querer dizer nada apesar de o fazer em suplicia e a olhar para nós.

É o inicio de qualquer coisa...
0

Amar mais um bocadinho


Quanto tempo mais vais estar do meu lado?

Quanto tempo mais tenho para te poder abraçar?

Quanto tempo falta para te ires embora do nosso leito quente e aconchegante?

Sei que partes em honra de um bem maior.

Mas às vezes queria-te aqui comigo...
só mais um bocadinho...
..no quentinho.

Para te poder amar mais um bocadinho...
1

9 meses


Com tantas atribulações de percurso e férias pelo meio o post dos 9 meses ficou pelo caminho e para repor essa falta inadmissível aqui está este post.

Com quatro dentes: dois em baixo ao centro e dois em cima (os caninos) apelidamo-la de "Vampira". Só falta sugar-nos o sangue já que a fera adora abocanhar-nos!

Já vai refilando com toda a gente que passa. É uma verdadeira relações públicas.

Quando deixo-a no chão odeia lá ficar e vai arrastando-se para o pé de nós. É uma óptima mopa autónoma!

Não sei ver as semelhanças fisícas mas numa coisa acho que sai a mim: acorda sempre mal disposta e com uma juba que faz lembrar os punks!


0

Despida de mim.





Com tanta pressa para mudar e pouco espaço ao transportar, muitos itens que considerava essenciais ao meu bem estar, ficaram para trás.
Entre eles a máquina de costura a que já me tinha afeiçoado. Apesar de não ser minha era quase como se fosse. No entanto, senti que não tinha o direito de privar a dona, por mais não sei quantos anos e muito menos deslocar a sua maquina de cidade, depois de ma ter cedido de bom grado por uns bons longos 6 meses.

Por outro lado o escasso e atribulado tempo que tinha triplicou por estes lados. Tenho ajuda dos avós e da tia e a janta sempre na mesa. O que resulta em mais tempo e paciência para a Ory, mais tempo para mim, mais horas de sono e menos trabalho físico.
Tenho todo o tempo do mundo e era suposto eu estar feliz da vida... mas não.

Faltam as tintas, as telas, os lápis, o papel, a cola, as linhas, os tecidos, a agulha... a máquina... e uma mesa grande e vazia para eu espalhar as ideias conforme elas nascem.






Entretanto sinto-me frustrada com tantas ideias reprimidas pela falta de codições...
(foto de Maria Flores)
1

Da tua menina...


Dou por mim a pensar muitas vezes nestes últimos tempos "Já sou crescida" mas o que realmente penso é que estou a ficar velha!

É que isto de ter cabelos brancos, ter um pai reformado, uma casa para pagar, um marido que exige roupa passada a ferro, uma filha e a tendência a dar "chamadas de atenção" (leia-se sermões) à irmã mais nova dá muito em que pensar...

Houve muitas coisas que mudaram nestes últimos anos e desde que a minha pimpolha entrou na minha vida a minha perspectiva de vida mudou muito.

Mas também houve muitas coisas que ficaram na mesma e que suspeito que hão-de ser sempre assim. Mas isso já é outra história.

Uma das coisas que mudou foi a minha relação com os meus pais. Eu sei, eu sei.. parece um cliché... mas a verdade é que agora compreendo muitas das preocupações e atitudes que eles tomaram e tomam em relação a mim.

O facto de querer passar mais tempo com a minha família é uma delas. Não sei muito bem como explicar mas tenho a sensação que já tenho pouco tempo, como se o tempo escoasse, e que tenho que aproveitar todos os momentos e compensar todos aqueles em que lhes fiz "mal" à alma.

Oh claro que continuam a irritar-me e a fazer daquelas coisas que envorganham o mais destemido! Mas deixei de os ver como pais perfeitos e mais como pessoas, a tentar a sua perfeição.

E isto tudo porque gera-se um sentimento baralhado quando vejo a minha filhota nos braços do meu pai.

Um pai que faz hoje anos mas diz, com um esgar de sorriso quando interrogado com a celebre pergunta, "quantos fazes?" que deixou de fazer anos há muito tempo!


Parabéns papá!
0

Spicing things up...



Brazilian Girls - jique

Do Brazil não tem nenhum representante e de miúdas apenas uma para amostra.
Nascida em Itália fala seis linguas e canta com todas.
Tem o seu próprio vocabulário, exemplo disso é este "Jique" que não se sabe muito bem o que quer dizer.
Mantém os olhos censurados em todos os videos e concertos e a expressão bem aguçada!



Salada mista!

2

O meu coração deixei-o lá em cima...


Lembro-me de quando fui para o Porto. As primeiras impressões não foram muito animadoras: cidade suja, escura, gente que fala com decibéis muito elevados, um trânsito medonho...

Mas com o tempo fui descobrindo o outro Porto. A luz mística, a gente atenciosa e calorosa, a muita criatividade e a sensação de se estar em família pela facilidade em conhecer pessoas e o apego que se gera entre elas.


Os meus primeiros 20 anos foram passados na terra da luz mas, como ser do ar que sou, que procura a liberdade acabei por apanhar boleia até ao Porto num curso.


7 anos mais tarde estou de volta para tentar a sorte. As primeiras impressões: cidade de luz que parece não chover, pessoas multiraciais, variedade de estilos e mentalidades, gentes desconfiadas e mal encaradas sempre num corre corre, muitos meios de transportes e alternativas ao carro, mais cultura e mais qualidade, comida mais cara e mais escassa..


Será que também vou descobrir uma outra Lisboa? A que nunca cheguei a conheçer?


É peculiar como não me sinto parte integrante desta Lisboa que deixei para trás.. cresceu sem mim e eu sem ela.

(foto de lienosauros)
3

Cozinhando a sorte em lume brando...


Foi tudo decidido à última da hora, em cima do joelho tanto que só levei um terço do meu guarda-roupa e esqueci-me do carregador da maquina fotográfica (consequentemente os posts não tem imagens de minha autoria) e muitos dos meus objectos de lazer/trabalho ficaram para trás em prol da necessidades da minha pequenina.


Apesar de já termos posto a hipótese de tamanha mudança só nos últimos dias é que da suposição se passou à realidade.


E aqui estamos!


Eu de volta à minha cidade. Ele pela primeira vez como trabalhador e morador na cidade das alfaces. Ainda a repensar esta queda de paraquedas numa cidade que já não reconheço como a minha casa. Para já não falar numa casa e rotina que também não é a nossa.


Tenho a sensação que entrei numa realidade alternativa... Tudo é diferente a minha realidade mudou.


Tanta mudança dá-nos um sentimento de insegurança. Deixar tanto para trás para poder receber o que vem para a frente gera um sentimento de saudade, de vázio. Nostalgia.


Já nada era como era.


Tudo mudou para ser diferente.


Mas só assim se dá espaço à evolução, a novas oportunidades. A novas realidades.


Sentimentos antagónicos que lido por estes dias.


Que paralisam por momentos.


A minha arma... adaptação.


(foto de Geoffroy Demarquet)
0

Engrenando..

Geoffroy Demarquet


Primeiro foi difícil abrandar o ritmo para o modo "Férias": desliguei a ficha do profissional. Meti em modo de espera o serviço doméstico. O serviço materno continuou no seu máximo mas com a vantagem de ter mais tempo. E liguei o serviço diversão no médio... e agora está-me a ser difícil voltar, de novo, ao modo "normal".

Parece uma espécie de vício... primeiro estranha-se depois entranha-se e é preciso muitaaaa força de vontade para voltar aquele ritmo todo de novo.

Mas a verdade é que também estou desejosa por começar com aquela actividade toda.
Receio é que não seja tão cedo.. mas isso fica para outro post.

1

Férias precisam-se...


Bem apesar do blog andar meio parado (tinha prometido a mim mesma que iria fazer mais um babete) eu não tenho tido muito descanso.

Tenho-me divertido mais sim. Mas descanso acho que tenho tido de menos até.

Aproveitei uns dias de praia e tratei de umas burocracias mas a casa está de pantanas, o sono de menos e um babete ficou por fazer.

Motivo? O N. entrou de férias e não me dá descanso.

Agora já é hora de visitar a família que lá longe reclama a minha presença e a presença do mais novo membro da familia a (O.) para se dar a conheçer.

Aproveito para sair do meu ambiente, ir à praia, namorar, estar com os amigos mais queridos e mais longínquos e conhecer melhor os novos amigos que vão de férias connosco.

O sono esse vai ser impossível de recuperar já com 8 meses de atraso mas seria bem pior se fossemos ao Andanças que acabamos por desistir devido ao alto preço practicado e as poucas condições.

Por isso dou-me por satisfeita por estar rodeada de pessoas e Sol sem prescindir das duas pessoas que mais amo!
6

Bambi e os cogumelos











Inspirei-me na ilusão óptica e no interesse que os bebés tem nos padrões e cores fortes com contrastes.
Tive em atenção o facto de eles necessitarem de uma peça suficientemente grande para proteger a roupa da comida e da baba.

E estou muito orgulhosa dele porque saiu ao sabor da agulha.
Estava com receio do que viria a nascer dali.
Tive de desenferrujar algumas técnicas de costura e de ter um pouco mais paciência mas o resultado até agradou.. A mim não. Pelo menos logo de inicio porque fiquei na dúvida, afinal é o meu "filhote", e uma mãe acha sempre o seu rebento lindo.




Agora aqui está ele à espera de um dono!
Se o quiseres adoptar é só enviar um mail com os teus dados ou deixar-me um comment.






Bib Bambi e os cogumelos:
Babete 100% algodão.


Bolsa porta-migalhas.

Fecho de velcro.
2

Branca de neve





Delicio-me a olhar para ela enquanto practica os seus apaixonantes monólogos de sílabas mastigadas.

Tento repreendê-la quando apanha algo que não deve mas ela fica muito quieta a olhar para mim como que a tentar decifrar o tom da minha voz e de repente esboça-se um sorriso lindo.
Eu não resisto e solto uma gargalhada.

São preciosos estes momentos e tentamos eternizá-los mas são inesperados e espontâneos.
Por vezes o click da maquina fotográfica não acompanha. Quando vai a tempo nem sempre ficam no seu melhor. Como esta, que apesar da qualidade não ser a melhor, continua a ser para mim uma das melhores.

A minha Branca de Neve.. de 8 meses e 3 dentes :)

2

Just a pick...


Um dos artigos indespensáveis a um bebé é o babete.
Quando nascem, porque bolsam muito e depois (quando deixam de bolsar) babam-se muito por causa dos dentinhos.


Ora os babetes que tenho para ela são do mais simples que há mas também dos menos cor de rosa e no entanto continuam a defenir a O. e continuam a ser cor-de-rosa o suficiente para enjoar.
Não interessa o que lhe visto, a verdade é, que aquilo que se vê, é o babete, independentemente da roupa que está por baixo muito bem tapadinha pela enorme babete.


Também está provado que as cores fortes e contrastes estimulam o cérebro do bebé. Papeis de parede, padrões de tecidos e cores fortes são motivo de interesse da O. e de todos os bebés nestas idades. É a matemática dos bebés!


Neste seguimento dei início a este mini-projecto que ainda não acabei mas que está na recta final. E que brevemente estará aqui.
3

Andanças






Somos festivaleiros (isto soa tão mal).
Adoramos acampar no meio da música.




Este verão o primeiro verão com ela cá fora não sabemos bem onde ir. Com ela os cuidados são redobrados e o tempo escoa num instante. Assim tudo tem que ser planeado com a antecedência devida.




Pensamos em ir ao Andanças um dos festivais mais "soft" e com mais condições (para quem tem filhos) e que ainda não fomos (shame on meeee!!!)


Sim, eu sei, é um festival de danças. Mas é um festival. E de danças. E onde há dança também há música! E eu sou uma dançarina de pés descalços :)



Vamos lá ver se o orçamento nos permite a esta pequena extravagância..
2

Sinal ou relógio biológico?



Olho para as grávidas e tenho saudades...


Sonho que estou grávida....

Encontro esboços meus, como estes, do "antes"...

Falamos constatemente de um menino...

Guardo religiosamente a roupinha que mais gosto e que já deixou de lhe servir...

Continuo com o síndroma de "arrumar o ninho"...

Será que continuo com as hormonas fora do sítio?


1

U've got mail!






Andavamos na "escolinha" e já eu apreciava muito os trabalhos desta menina bonita.

Agora esta menina bonita tem um blog dela com as suas criações e eu adoro ir lá espreitar as coisinhas da Amores de Tóquio.



Mais tarde ou mais cedo havia de ter que ter alguma coisinha dela. Foi quando eu vi este boné lindo e não lhe resisti.

Adoro a mistura de padrões (bolinhas e floral) que conjuga muito bem no modelo. O rosa velho e o ar de bonequinha que o chapeu tem. Mas acima de tudo a qualidade que é excepcionalmente boa para além de ser uma peça única.


2

Para oferecer...




A única coisa que não é de minha autoria é a foto que foi tirada pelo Sérgio Henrique à pessoa a quem se destina este livro.
Pela primeira vez exprimentei a encadernação caseira e não é assim tão complicada quanto possa parecer.
Um pequeno presente que vai para junto de uma pessoa muito querida e de quem eu tenho muitas saudades.
0

:(




Uma secção da mama em pedra.
Uma noite muito mal dormida.

Uma bebé mal alimentada (metade da mama fechou para obras!).
Uma constante ordenha da mama, manualmente, pois a bomba nem uma pinga consegue retirar e ainda provoca mais dores.
E um saco de água quente em cima da mama (que até isso doi devido ao peso).


Investiguei e eis o que surge...


Ducto bloqueado que é como quem diz interrupção de tráfico num canal mama.


Consequência de saltar mamadas, mais precisamente duas, desde que ela começou a fazer duas refeições ao dia (quinta passada).
Mãe sofre....
1

Addicted: The gossip






Última panca.
Bom som.
Voz poderosa.
Atitude fantástica.
1

7 meses



Com um dentinho nascido e outro a caminho, o comando da tv é neste momento o objecto, simultâneamente, para brincar e comer. Mas não deixa de papar os seus legumes cozidos a vapor se bem que se fossem dados pela mama sabiam bem melhor.
A brincadeira que a deixa ao rubro e que acompanha com gritinhos de felicidade é o cavalinho na perna do papá. Mas entretanto tivemos que inventar uma espécie de parque improvisado no meio do chão, para a deixarmos sentada, pois a cadeirinha já é um mundo demasiado pequeno e estagnado para ela. E do chão não passa.
À noite é o terror. Esperneia, rebola e esperneia mais um bocadinho. Talvez por lhe andarmos a trocar as voltas (tem acordado mais cedo e deitado mais cedo) ou por o seu ritmo natural ser herditário: Nocturno. De qualquer das maneiras fico deseperada para adormecê-la e dou por mim a fazer-lhe massagens e festinhas na tentativa de a relaxar. O que por momentos resulta. Não estou é muito convicta desta práctica que aprisiona-me (durante quantos anos?) ao soninho dela. Ainda mais pelo facto de ela ainda dormir no nosso quarto e ainda acordar (agora) 4 xs por noite para mamar...
O que é aconteceu àquela mãe idealizada que queria filhos muito independentes?
Foi mãe.