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Um momento calmo


Antes de embarcar de novo no rodopio.
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Lista destes dias...

Médico da O. - Vacinação.



Tirar fotocópias.



Fazer o Requerimento



Refazer Cv adequado



Preparar estadia da O. na Vó



Visita de formalidade pelos anos do T.



Rever o requerimento com a S.



Janta


Trabalhar






Tentar descansar o minimo exigido pelo meu corpo.. já que a acabeça teima em continuar ligada.


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cooking - 15 meses


Entre o "corre-corre" da lida da casa, do cuidar dela, do part-time ainda comecei a cozinhar para fora.
Passo mais tempo na cozinha. No meio de bolos e massas. Enquanto ela ensaia as suas primeiras caminhadas.

Aos 15 meses já atravessa meia sala. E fica toda contente com o seu feito. Nós também. Sem necessidade de sapatos especiais ou brinquedos começou a andar, finalmente.

A novidade é que, agora que, descobriu que se pode alimentar exclusivamente de bolachas, decidiu que a sopa não faz falta nenhuma.

Temos de arranjar 1001 artimanhas para ela esquecer o que está a comer.

Por outro lado adora o meu arroz integral. Já exprimentou esparguete do qual ficou fã - além de um alimento é um brinquedo.

Continua a dormir connosco e resente-se do meu ritmo acelarado. Fica rabugenta e luta contra o sono.

Já eu luto contra o sono para ganhar umas horas extras. Conseguir cumprir com a lista a que me proponho mal acordo. E quase sempre deito-me com itens ainda por fazer da dita cuja.

Um desses itens é as peças para o pay it forward. Apesar de estarem practicamente finalizadas faltam uns retoques e uns promenores.
Espero acabar em breve.
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Em tempo de mudança

Estamos em casa. E sabe muito bem.
Estamos sem net e vou tentando actualizar o blog como posso. Entre amigos, cybers e cafés. Provavelmente sem grandes floreados e sem fotos.
Mas o tempo é pouco e o dinheiro cada vez mais a encurtar.
Já comecei o projecto Pay it forward entre o part-time que arranjei, o tempo que dedico à procura de outro emprego e o tempo que lhe dedico.
São tempos difíceis. As mudanças nem sempre são fáceis. Mas são sempre para nos trazerem coisas novas.
Para aprendermos e crescermos.
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Pay it forward: Os nomeados!


O pay it forward é um desafio simples. Uma corrente de coisas feitas à mão. Baseado em favores aleatórios.

Consiste em ao receber algo feito por outra pessoa (manualidade: pintura, costura, tricot, desenho, colagens, videos, música... desde que saia das vossas mãos) anunciar este desafio no seu blog e das 3 pessoas que se inscreverem (comentando e anunciando essa vontade) receberão 3 coisas de autoria do dono desse blog.

Essas pessoas terão fazer o mesmo a outras 3... e por aí fora.



Os requisitos são simples: ter um blog para poder dar continuidade e produzir algo apartir das suas mãos.



Eu recebi um gorro da raparigas como tu.

E agora estou a dar continuidade à corrente.
Postei aqui o desafio e fica agora aqui os nomeados para os meus próximos 3 presetinhos.




Essas 3 pessoas, neste caso concreto, que é o meu blog foram:



Stories behind the objects



Não há palavras



Vento no cabelo




Assim estas meninas terão de fazer, cada uma, 3 presentinhos para 3 leitores dos seus respectivos blogs.





Como já disse anteriormente não prometo a brevidade dos presentes. No entanto já anda aqui a bailar umas ideias.




Não se esqueçam de me mandar as moradas pelo mail para que eu possa mandar as coisas o mais depressa possível.


E gostaria muito que tirassem uma fotografia para eu postar aqui no meu blog com o meu presentinho em uso.


Se ainda tiverem alguma dúvida não hesitem em perguntar.







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Na hora da partida..

(Foto de André Homan)

Vou voltar para a minha casa. Para a minha cozinha. Para a "minha" máquina de costura (emprestada). Para os nossos outros amigos. Para o nosso ninho.


Mas vou voltar a ficar sem net e prevejo que a minha assiduidade, conteúdos e frequência a este blog sejam comprometidos.
Vou tentar colmatar esse facto da melhor maneira que poder. Espero ter tempo para este ritual em que este blog se tornou. O meu arrumar de ideias e partilha de pensamentos.


Entretanto o Pay it for ainda não fechou. Preciso de mais dois candidatos.

Não tenham medo de se inscrever. Basta comentar aqui.

Também não prometo ser breve a mandar os presentinhos. Pois não prevejo uma rotina daqui para a frente e com as mudanças de casa e afins não saberei o tempo que disponho para tal.

Já tenho uma boa ideia para concretizar. E estou ânsiosa por pô-la em práctica. Mas só quando a poeira assentar por estes lados.
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Quando chegar a casa



Vamos embora mas ainda não é hoje. Ainda não estou mentalizada. E ainda há muito por arrumar.



Entretanto adormeço a imaginar a minha casinha (ainda nua) lá longe que já me parece tão perto.



Sei que vamos atravessar tempos dificeis mas penso que tem sido essa a minha inspiração pois obriga-me a fazer uma jiga-joga mental, criativa e orçamental. E as ideias andam a fluir a uma velocidade demasiado rápida. A ver se anoto tudo..




A primeira divisão a ser melhorada e que necessita de uns arranjos vai ser a cozinha.
É a divisão que menos gosto.
Queria virá-la do avesso porque não havia nada que gostasse e como isso era impossível nos próximos tempos, fui deixando como estava. Até porque está como nova.

Neste momento o necessário vai ser substituir um cano do lava-loiças e outro do tanque.

O resto vai ser uma lift-over:

Uma mesa remodelada. Talvez o frigorífico também. Umas parteleiras de apoio. Um varão de apoio. E uma pintura para a despensa.
Ainda estou a pensar se hei-de tingir as cortinas...

Et voilá, espero gastar pouco mais que 25 euros.



Se tivesse dinheiro era isto que comprava. O wallpaper que está na fotografia de shiu yan.
Estou apaixonada pelo seu trabalho.






Wallpapers:


V2 3D Wallpaper: by Mioculture


Touch me wallpaper: by Zane Berzina


Tinta:


Eclipse wall paint


Azulejos:


Northern ligths: Moving color



E para quem ainda não viu. Comentem no pay it for ali em baixo.



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Nas nuvens...








Os melissa são uma perdição. Só tem um senão, na minha opinião: são de plástico.



Como é que é possivel uma marca brasileira comercializar sapatos de plástico? Lá não faz mais calor que aqui?



A senhora da loja assegurou-me que era a colecção de verão. Torci o nariz.. assim almofadados?



Mas não resisti ao modelo. E ainda por cima era o meu numero.





Quanto à colecção de Verão vai passar a ser de todo o ano menos de verão.





O chão que piso é da minha casa de banho.

São uns azulejos que apesar de já meios gastos do uso fazem-me lembrar a minha infância.

Perdia-me a olhar para o chão a imaginar o céu.






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Pay it for


Esta é uma corrente em que para participar é preciso comentar este post.
Os 3 primeiros a comentarem e que quiserem receber um presente feito por mim terão, por sua vez, que fazer o mesmo no seu blog.
Eu participei no blog da
raparigas como nós.

E aqui está o meu presentinho feito pelas mãos dela. Tal como lhe tinha prometido, a foto.


Agora cabe a mim a responsabilidade de dar continuidade a esta corrente. Ainda não sei o que vou fazer. E não sei se estou à altura. Mas espero agradar.
Vai daí tenho que meter mãos ao trabalho.

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Os filhos da vaca são os vitelos. Tu és filho de quem?


Tenho dois tipos de amigos.

Aqueles que sabem perfeitamente de que este anuncio se trata.
E aqueles que ficam meio escandalizados/incrédulos quando lhes tento explicar que isto é mesmo verdade.




Por vezes passo por "treslocada-das-coisas-naturais" ou "esta-deve-deve-ser-de-esquerda" ou mesmo por "revolucionária-revoltada".



Qualquer das maneiras, ou porque sou muito entusiasta no que digo ou porque tenho tanta informação que não sei por onde começar, meto as mãos pelos pés. Mas principalmente porque estas pessoas não estão aptas para ouvir o que para elas deve ser uma bomba.


A verdade é que gostava que as pessoas estivessem a par de toda a informação e pudessem tomar decisões conscientes.



Quando a Alice postou fiquei muito contente com o achado.
Um gupo de pessoas juntas por um movimento social pela correcta informação. Sem partidos ou partes.


E mais fazem-no com um grande humor.








Mais Adbusters e Spoof Ads
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Um momento.. (só nosso)


Deleitamos demoradamente aqui na penumbra da sensualidade. Lemos poemas de amor sob a luz da vela. Recordando-nos das "primeiras vezes".
Fomos ao cinema ver a
última sessão. Porque chegamos a tempo.
Sai com uma sensação angustiante. E a única coisa que desejava era poder dormir abraçada a ti..
(Há um par de anos atrás foste tu que abraçaste-me pela 1ª vez.)
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Keep moving..

foto de Marek Sawicki


Chegou a hora da decisão. E foi difícil.


Agora que já me estava a habituar à luz, às pessoas, ao clima, ao cheiro.


A ter os amigos por perto e os Pais a dois quarteirões.


À cultura a transbordar. À sua diversidade.


Ainda não sabemos ao que vamos. Mas já me enchi de saudades.


Logo agora que as minhas raízes começaram a beber deste solo.

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Olívia


2 meses.
Abandonada..

Está temporáriamente com a
Nice.
Precisa urgentemente de uma casa.
E de um cantinho no coração.
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Da minha cozinha


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:)








Ainda não anda e pouco fala mas já sobe para cima de coisas para alcançar níveis mais altos.


Não sei como aconteceu.. olhei para o lado e lá estava ela toda contente de cima do seu pódio.
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14 meses



Hoje foi um dia muito bom.
A O. fez 14 meses e a A. fez mais um aninho. (Parabéns A!)

E assim surgiu a desculpa para nos juntar celebrar o aniversário e meter a conversa em dia.
No fim ficou a vontade de tornar mais frequentes estes pequenos momentos valiosos.
O tempo passa a correr. Todos nos dizem e nós não acreditamos... até ver.
Ela ainda não anda sozinha. Agarra-se aos nossos indicadores e aí até corre.
Adora leite de arroz, de soja e nem por isso do de aveia. Mas o eleito continua a ser o materno. Do peixe nem vê-lo e leguminosas vai indo.
Tem muitos monólogos entusiasmantes. Ora berra e dá ordens. Ora abraça-se com carinho aos peluches.
Ri-se muito. Principalmente quando alguém lhe dá atenção. E isso requere-o de todos: conhecidos ou não.
De noite dorme no nosso meio. Agarra-me nas mão e fica ali a massajar até adormeçer.
Já não consigo adormeçer sem ela do meu lado...




















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Uma cultura de fumo a cair por terra..


A placa azul baloiçava pendente em duas correias. Determinava o espaço restricto de um bar. Para o fumadores uma parte do varandim que se situa acima do palco. Estreito e iluminado por focos ambiente.

Eu não fumo. Não fumamos. E talvez por isso nos passe um bocado ao lado esta lei. A não ser que nos incomode.

Estavamos a assistir a um concerto do varandim. E no meio disto o segurança aborda-nos pronto a empurra-nos para debaixo da placa, justificando-se simpáticamente, que temos de estar para trás da placa... mas nós não fumamos. E logo ali nos pediu desculpa.

Os outros. Os outros foram empurrados para um corredor. Tal manada tresmalhada.

Tudo a fumar.

Em jeito de pecadores..

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Flusch it!


Se todas as casas de banho fossem assim...
Quem se atreve a identificar este autocolismo?
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EBONY BONES! - Don't Fart On My Heart


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Quem corre por gosto não cansa...


..mas para quem corre contrariado cansa muito.
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Finalmente a agenda..


Nunca me sinto satisfeita e por vezes demoro tanto a escolher que quase que passo meio ano sem agenda.
(Lembra-me logo daquele anuncio cantarolado em desenhos animados: "A minha agenda! A minha agenda!".)
Mas desta vez não posso desleixar-me e andar sem agenda.
Saí decidida a gastar pouco por algo práctico.
No fim gastei mais do que queria e trouxe aquilo que pensei nunca trazer: um moleskine!


E ainda fiquei contente.
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Foi...

(a dormir onde podia: piolho)

Foi uma semana sem horários, sem deveres nem obrigações.

Deixamos Lisboa para trás e rumamos em direcção à Invicta.

As saudades apertavam e adivinhava-se uma escassez de tempo para matar tanta saudade.

Não soube a férias. Foi tudo muito rápido. Tudo com medo de não se conseguir aproveitar. Que nem tive tempo para tirar a maquina fotográfica e registar a viagem.

Não houve tempo para passar na "nossa" Gelataria Sincelo. Ou calor que apetecesse refrescar. Mas a surpresa foi poder estar em tantos outros sítios familiares sem a habitual neblina tabagista. E com ela.


Soube a pouco. A muito pouco. Mas soube muito bem.




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Para ele...




The Lengendary Tigerman. The one man show.
..a minha prenda de natal (também foi para mim) para ser gozada no dia de Natal.
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Bom Natal



Assim do nada um vírus instalou-se cá em casa. Quis passar o natal connosco. Mesmo passando um mau bocado com febre fui relutante a comprimidos.


O espírito natalício, esse, nem por isso esmoreceu.


Uma lareira bem quentinha. Uma mesa recheada de comida e doces caseiros feitos com muito carinho. E uma árvore cintilante composta de muitas prendas.


Se houve natais que não me souberam a nada, este soube-me por todos eles. Rodeada daqueles que mais amo senti a verdadeira essência que o natal representa.

Reconciliada perdoei todo o outro lado que o natal também pode ser.
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Um ano e um mês


Está a ficar pesada demais para o sling. Ou para as minhas costas?


Ainda não anda mas já dá os seus passinhos muitos seguros pelas nossas mãos.


Vai repetindo palavras como "akk" (aqui), "dai" (pai) e "ahh" (dá) mas não sei até que ponto será autónomo e consciente.


O seus passatempos preferidos são entre o contar cebolas, alhos e batatas e o tirar a reciclagem toda dos cestos e colocá-la dentro da máquina de lavar roupa.


Recentemente anda a redescobrir a água. Adora respingar toda a gente e principalmente o patinho.


Come tudo (pão, bolachas, fruta, legumes) menos o peixe que tentei introduzir no dia passado e que ela recusou avidamente. Espero que o faça, com ainda mais convicção com a carne. Que não penso tão cedo, ou quem sabe, sequer introduzir.
Já a mama é o seu consolo e nada a substitui.


A ver se não me esqueço de procurar um manual sobre birras. De preferência o que ela leu. Já sabe mais que eu.
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Low bat

Será o tempo directamente proporcional ao meu estado de humor?
Pareço um painel solar. Que com a falta de luz se torna apagado e pouco eficiente.
Por outro lado chuva aprisionou-nos em casa. Os sítios possíveis em dias como estes estão provavelmente apinhados de gente e do seu consumismo.
Faz-me falta a luz, a rua, o vento frio a roçar na cara.
Ela está rabugenta. E eu tambem.
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Um amor chamado máquina de lavar roupa







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Herança difícil de herdar


A mulher de saltos altos sai à rua quando bem lhe apetece. Não pede autorização. Não requisita o corpo. Sai e pronto.


A mulher de saltos altos é uma mulher bonita. Envolta num perfume que lembra o mais céptico do amor. De passo seguro e leve que lembra à mais esquecida da poder do feminiliadade. E transporta na sua pequena e graciosa mala uma amostra de sonhos e romance.


Não anda de transportes públicos. Pouco anda. Os sapatos esses têm conta passos. Por dia são permitidos 50 passos. Dos pequenos. Tudo acima disso é bem pago. Com uma dor de pés de 3 dias. Pago pela outra. A que anda a pé ou de transportes públicos.


No Domingo saiu à rua pela mão do desejo. Com o Sol a acariciar-lhe a face em tom de romantismo. E o bâton impregnado nos lábios num ensaio de desamores.


Fez a vontade à mãe implacável e exigente que, pelos seus muitos anos, lhe vão apagando lentamente a condição de mulher. E ao marido sequeoso, que meio tonto com a coisa, permitiu-se à cautela e ao título de guardião. Não fosse o desejo virar de outro. E contra ele.


Quando chegou a casa tirou os sapatos mais feliz que ao calça-los. Guardou-os na caixa dentro do armário. Na parteleira de cima.


Despediu-se dela com a sensação que estavam cada vez mais curtos estes espaços entre elas. Mas suspirou numa mistura de felicidade e alívio. E voltou para a cama do lado do seu marido e da sua filha. A pensar na loiça suja e na roupa por lavar. Mas satisfeita por ter feito jus à sua herança.


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Soltou-se um sorriso


Um gritinho histérico... A ansia a trepar o meu corpo de metro e meio. Ganho impulso, com uma criança ao penduro num dos braços e um saco de compras mais uma mala no outro. Sobe 4 lançes de escadas. Que o elevador demora muito e assim é mais ecológico. Só para ver o que estava dentro daquele envelope.

Abrir o envelope sorrir com o esperado e com o inesperedo.

Continar a sorrir..




Obrigado Eunice.


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Janela aberta

( Foto de Filipa Lanranjeira)

Nunca em toda a minha vida pensei em ter um blog. Mesmo depois de ter percebido o que isso era de "blogue". Adorava ler os dos outros.. e era só isto.

Depois veio a ideia de concretizar uma loja virtual em que apresentando o meu trabalho conseguiria ter uma boa avaliação se os meus produtos teriam ou não saída que justificasse uma loja física. No entanto esse projecto ficou em estado de espera por vários motivos.
Entretanto o blogue está aberto e transformou-se numa espécie de diário do quotidiano, foto-album e consequentemente colheita de muita inspiração.

Por estes dias, passo, quase diariamente, por muitos blogues. Gosto de ver o que se passa nos outros blogues. O trabalho, a vida, os pensamentos...

E hoje dei-me conta de como está intrínseco na minha vida.

Num falava de Hospitais e noutro no Natal e em ambos fiquei comovida. Num preocupada e no outro embevecida...
Ora isto são sentimentos que se tem relativamente a familiares e amigos próximos. Mas apesar de não lhes conhecer os rostos parece que reconheço-lhes a alma. Não mantemos nenhuma relação proxima que não esta de periodicos comentários. Mas dou por mim a desejar melhoras e um Bom Natal.

O que me faz ponderar o porque do meu blogue neste momento. Se alguém me lê e se alguém passa cá todos os dias.
Os blogues tem disto. Um lado de partilha, expressão, comunicação mas também um lado de voyuerismo. Funcionam em dois sentidos. Como as janelas. Podemos olhar lá para fora mas também podem espreitar para dentro. E se esse, quanto a mim, é o segredo dos blogues é também o seu ponto fraco.
Pelo menos para mim vai tendo importância e enquanto assim for ele existirá.
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Fiel companheira de viagem...

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eu-blogue e x-blogue

Desde de a minha participação, há algum tempo, que vou sempre espreitar as participações do eu-blogue do Nuno Gomes. E desde daí que tem crescido com muitas participações.
Fico contente por ver tanta gente a aderir pela comunicação, pela criação ou mesmo por ambas.
Uma das últimas participações que surprendeu bastante pela criatividade e pela comunicação foi a do
Rogério Nuno Costa.
A agradável novidade é que fui incluída logo no primeiro
mosaico do Nuno Gomes no x-blogue.
Obrigado :)
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Into the light..

..she leads me.
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Enamorada..


Estive na Feira da Estrela a visitar uma amiga e acabei por ficar completamente rendida às ilustrações da Eunice uma amante de cães de quem a verdadeira simpatia é a sua imagem de marca.

Os seus livros infantis são deliciosos e prometi a mim mesma que a Biblioteca mais a "sério" da O. iria começar por este livro.

Comigo vieram este e este pins mas na verdade queria era trazer a banca toda.

Neste momento encontro-me apaixonada por este bookmark :)
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De volta..

Sim, tenho estado ausente. Mais do que queria. Menos do que podia.
O trabalho dá trabalho. Mesmo em part-time, com formações e um ambiente de amizade decidi que - pressões psicologicas, visões encarceradas de euros e numeros, comissões, penalizações e pausas de 10 minutos a mando de um chefe de equipa (tipo escola secundária) não são para mim.
Ao quinto dia não fui. Demasiado sono para pôr em dia, viagens demasiado longas para chegar, demasiadas saudades da minha menina e demasiado sentimento de culpa por chegar tarde e sem disposição nem para ela nem para ele e muito menos para uma casa caótica.
Apesar de triste pela minha falta de presistência fiquei feliz por me ter respeitado.
Continuo à procura, dentro de outros ramos.
Dentro da minha área pouco encontro ou mesmo nada.
Espero resposta de mais um part-time que quase se transformou em full-time: demasiadas horas e muito mal pago.
Não obrigado fico com part-time e continuo a morar com o meu marido e a minha filhota.
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Semana de trabalho/fim-de-semana de diversão


O cansaço da semana acumulou-se e no fim-de-semana o meu corpo pede-me para descansar.
Mas os meus meninos queriam e precisavam de se divertir.
Uma festinha de anos com a família e amigos.
Um concerto punk.
Uma amiga de longe. De novo, bem pertinho.
:)
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Um ano de ti


Foi assim.


Eu não queria mas tu disseste "chega". E repetiste com mais convicção: "Chega para lá."


As dores já as fazia notar aos presentes.


Lágrimas bem grossas e suspiros bem longos acompanhados de gemidos baixinhos e envergonhados ainda na esperança vã de tentar ser discreta.


E foi assim.


Acompanhada por uma enfermeira até ao hospital que era mesmo ali ao lado do edifício das consultas. E eu a pensar na consulta. Que contra minha vontade, levou-me directamente para a sala de partos.
Revia o plano falhado vezes sem conta na minha cabeça. E repetia outras vezes sem conta que deveria era estar em casa sossegada. À espera do momento certo para me dirijir àquele local asseptico e virgem.


Depois tive medo.


Mas também tive uma mão que me segurou a emoção. As dores. O cansaço.


Ela chega devagarinho.


Ele olhou para mim molhado de emoção.
Eu gritei pelo meu rebento. No meu colo.


Ei-la.


E fiquei sem saber o que fazer. Tão pequenina... a minha pequenina.


E ela? Ela só queria nanar.
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(...)


Gerou-se um conflito interior entre a mulher que ambiciona voltar ao mundo de trabalho e a mãe que quer acompanhar o crescimento da sua filha.

Esse conflito agravou-se nestes tempos em que a realidade de um part-time surgiu.

Se por um lado doi (porque não há outra palavra que transmita tão bem como esta o meu estado de alma) ter de deixá-la durante uns pares de horas, por outro lado, sinto-me estranhamente livre e motivada para outros campos que não sejam o ambiente familiar. Mesmo que a área não seja realmente aquela para a qual estou vocacionada.

Para minimizar o sentimento de culpa decidi procurar um part-time. E um qualquer desde de que bem pago "para valer a pena" todo o tempo que passo sem ela.

Espero sentir-me mais activa e mais integrada no campo de trabalho e que isso seja um incentivo a produzir mais peças minhas, tirar um curso para complementar o meu ou quem sabe encontrar o emprego de sonho num ambiente familiar e com a O. do meu lado (quem sabe, o meu próprio negócio?).
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Nas paredes da cozinha


da minha infância conseguia ver sistemas pluricelulares.
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Proliferação de papel...


Tenho várias montanhas para escalar. Mas a que me assusta mais e que crescer desalmadamente é esta.

Há facturas e talões espalhados por todo o lado. Na mesa, no chão, na cozinha, na mala... e já me começam a fazer comichão..

Chama-se contabilidade (um registo mensal dos gastos aqui da familia) que se tem vindo a acumular e agora a arrastar.. 3 meses em atraso!

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Do fundo das minhas gavetas..



..da minha infância.
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Viciada em chocolate...
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das tuas 28 primaveras algumas são minhas


vivo do teu ar. da tua alegria e da tua tristeza. dos teus medos e inseguranças encho.me de coragem para guardá-los dentro de uma caixa. para nunca mais os veres. e a seguir vejo.te crescer mais alto e mais longe. devagar devagarinho para assim te tornares mais forte e mais sabido. desejo-te sempre ao meu lado mesmo quando estás ao meu lado.



Coincidencia ou não...

hoje o meu corpo declarou-se oficialmente e disse-me baixinho ao meu ouvido: "novamente fértil"




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ode à senhora da loja ao virar da esquina

As coisas mudam. estão sempre a mudar. e isso é bom... ou mau? Aqui as coisas estão a mudar. ou sou eu que mudei. a visão que tinha das coisas? não sei. sei que esta mudança para mim está a ser boa. daquelas que queremos que aconteçam. afinal Lisboa não é assim tão fria. até é bem quentinha. mais sol. mais calor. mais luz.
E aqui? aqui até existem pessoas de alma. daquelas que ajudam pessoas em apuros. que nos sorriem ao dizer bom dia. que nos dão dois dedos de conversa. porque sim.
É bom sentir que aqui também existem pessoas com o quentinho que encontramos as outras pessoas. as lá de cima. só é preciso olhar bem. separar o trigo do joio. como em toda a plantação existe.
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Cultura contra o desperdicio


Não fui a tempo de fazer a minha contribuição para o dia blog action day. No entanto gostei muito de ler as participações da Rosa, da Alice, da Ana, da Natacha, da Rita e da Isabel. Fiquei inspirada com as muito boas sugestões que deixaram e até com mais vontade de fazer algumas delas que por vezes esqueçemos.











Por isso apartir de agora vou ser mais disciplinada:








Não trazer mais sacos de plástico dos supermercados e andar com sacos reutilizaveis na mala, enquanto não faço o meu saco de tecido, para trazer as compras.









Vou tentar reduzir os meus prolongados banhos (o pecado que me sabe pela vida).









Lavar a loiça de uma só vez e passar por água de uma só vez com os talheres e os tachos mais difíceis de lavar no fundo.











E aplicar as boas ideias que aprendi:









Pus um balde ao lado da banheira para meter debaixo da torneira para quando abrimos e não chega a água quente.









Com essa água posso regar plantas, lavar o chão ou usar na sanita como descarga de autocolismo.



Também aproveito a água do banho da miúda como descarga do autocolismo.









Vou por um alguídar, junto com o balde, para guardar a mesma água mas com para um fim diferente: lavar os vegetais (estas podem ser reaproveitadas mais uma vez como rega de plantas), cozinhar ou meter a loiça suja de molho. (acabei de me lembrar desta :) )











O que faço:












Separação do lixo e reciclagem.












Reaproveitar latas e frascos:




As latas podem servir para guardar coisas tanto na cozinha como fora dela (meter lápis, linhas, botões, utensílios de cozinha..) e podem ser decorados por nós.




Os frascos uso para guardar comida: líquidos, açucar, sal, arroz, a maionese caseira... enfim, em vez de comprar uma linha infinita de tupperweares, tenho alguns, e o resto aproveito frascos e recipientes de plástico da comida que encomendamos e que assim vem acondicionada (alguns resistem até hoje).





Estou a guardar a roupa da O. para um possível segundo filho e a que não quero dou a amigos ou vendo na kid to kid.








Guardo as impressões que saem mal para outras impressões teste ou rascunhos e esboços do lado contrário.








As caixas de cereais uso para modelagem mas também podem servir para capas de livros ou blocos.






















No fim fica-me a vontade de desperdiçar menos e aproveitar mais.








A reciclagem já começa a ser um habito comum e as pessoas estarão mais receptivas a este tipo de acções. O que é bom. Mas a verdade é que este tipo de acção foi tida em causa pelo negócio que tem por detrás. Reciclar é importante mas penso que esta opção é a última a ter em detrimento das outras. É necessário aproveitar o caminho aberto para continuar a educar.









Sacos reutiláveis assim e assim.



E porque não reaproveitar tecidos ou camisolas velhas sem uso e fazermos o nosso próprio saco... assim!






E para quem não tem jeito há quem faça por nós!
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Pseudo-artista


Fiquei completamente incrédula enquanto lia. A desejar que não fosse verdade. Na esperança de ter entendido mal a notícia...

Aqui fica o artigo. E fotos da dita exposição aqui.

Das suas uma: ou foi uma vingança muito pessoal (que soa desculpa) ou então este "artista" é de uma visão tão tapada e/ou egoista que a única coisa que ele viu foi um fim sem olhar a meios..

A verdade é que ele conseguiu realmente a atenção o que ele não contava é que a atenção, nem toda, é bem vinda.

E foi assim que cheguei à petição.

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11 meses


O cenário mudou e ela anda meia desnorteada. Nós também.




Come muito bem, e de tudo o que lhe dermos, principalmente, se for algo que nós também estamos a comer.

Mama de dia e de noite e a quase todas as refeições, a não ser o almoço, que é a refeição mais consistente para isso mesmo.

Sem mama fica irritadiça e desconsolada.

O desmame tem sido natural. O leite vai aos poucos diminuindo e quando o leite acabar.. acabou.


Sei que ela tem um ritmo só dela e que não é igual aos outros mas o facto é que a maioria dos bebés já dizem as primeiras palavras com esta idade.
Pronuncia sons que se assemelham a palavras mas sem intenção.
Penso que talvez a minha perspicácia em entendê-la e a nossa linguagem silênciosa possam ser os motivos desencorajadores.



Por outro lado o 9º dentinho já pesponta.

Já se poe em pé com facilidade e já dá os primeiros passinhos agarrada às mobílias e às nossas pernas.

Já faz birra e já tem quase um aninho!



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Sem tempo para sonhar..

Hoje dei-me conta que já não sonho. Deixou-me intrigada/preocupada.
Para além de saber que sonhar é um processo natural e necessário para a sanidade do cerebro de qualquer pessoa é um acto ainda mais normal em mim (sonhadora nata).
Ora vejamos.. entre o acordar, quase de duas em duas horas e a insónia que se instala à quarta vez que acordo durante duas horas, deduzi que me resta muito pouco tempo para sonhar.
Entretanto vou sonhando acordada...
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Presente no passado

De volta ao antigo/novo apartamento.
Anos passaram.
Mazelas descobertas para quem as quer ver.
Paredes que já foram as guardiãs do meu mundo.
Esquecidas. Maltratadas e tristes.
Caiadamente de branco silêncio.



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Babylegs




Está a chegar o frio e com ele veio estas perneiras lindas que encomendeiaqui.
Não sou muito de encomendar pela net mas já andava há muito à procura de umas perneiras para a O. e no mercado pouco ou (atrevo-me a dizer) nada há.
Perdi o medo e arrisquei. Encomendei e não foi assim tão dificil nem doeu muito.



Agora a O. tem uns joelhos todo-o-tereno e está sempre quentinha.
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No leitor:

Enquanto chove lá fora vamos ouvindo cá dentro...
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Lado A - Noisettes

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Lado B - NYP

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Domingo

Um papel de parede muito azul e uns dragões em jeito divino.
Uma casa cheia de gente boa. Gente mais madura.
Interacção de realidades que em tempos foram só uma.



Gente que mais parece família.
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Eu-blogue







Aceitei o desafio.Não propriamente da pessoa que teve a ideia. Mas de uma pessoa que costuma ter muito boas ideias e bons resultados.






A sua contribuição aqui e aqui.




Achei uma forma criativa de comunicar.




Os pequenos detalhes dizem tudo.
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10 meses


8 dentes contados e assinalados continua as suas investidas em mãos, ombros e queixos (é o que apanhar mais a jeito). Começa a ser perigoso meter o que quer que seja nas mediações daquela boca.




O seu hobbie preferido é a maratona em 4 pernas. Da sala à cozinha ou então da sala ao corredor e às escadas. Percorre tudo em apenas segundos. A caminho de uma divisão e ante a sua chegada lança um determinado e ruidoso "aahhhh!" como que se a anunciar e a pedir resposta por parte dos presentes.

Quando se cansa puxa do rabo para trás e deixa a gravidade actuar para descansar sentadinha.




As investidas à gata são sensacionais. A gata não a reconheçe como um ser humano e acha aquela criatura muito estranha. Assim sendo não se aproxima muito e no início até fugia mesmo estando a alguns metros dela.

Ela por sua vez acha-lhe muita graça. Quando a vê, tudo pára, e começa a corrida para tentar alcançá-la. É óbvio que perante uma gata ágil ela não tem qualquer tipo de hipótese. Mas a esperança é a última a morrer e aquele ser branco pequenino é a perdição dos olhos dela.




Ao jantar e no meio das conversas que é quando nos juntamos todos, ela inclusivé, também participa. Esbraceja e palra muito. Se nos ouve a rir fica muito atenta e no fim lança a sua gargalhada de concordância.




Meia irritada e um bocadinho antes de soltar o choro solta um "maaamaamaamamamamaaaaa" que penso não querer dizer nada apesar de o fazer em suplicia e a olhar para nós.

É o inicio de qualquer coisa...
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Amar mais um bocadinho


Quanto tempo mais vais estar do meu lado?

Quanto tempo mais tenho para te poder abraçar?

Quanto tempo falta para te ires embora do nosso leito quente e aconchegante?

Sei que partes em honra de um bem maior.

Mas às vezes queria-te aqui comigo...
só mais um bocadinho...
..no quentinho.

Para te poder amar mais um bocadinho...