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zoetrope




Hoje fomos ver isto.


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Começo a respirar..


Finalmente a agitação dos últimos tempos tende a abrandar.

Passo algum tempo em casa a tentar reorganizar documentos, roupa, loiça e outros objectos. Os prioritários.

Com muita lentidão para não se assemelhar a trabalho forçado.



Ela está uma falante muito activa.

Aprendeu a dizer carro, calça e sentas (senta-te) e agora pergunta apontando para todos os objectos que a rodeiam "e ixsu?" = E isto??, querendo saber o nome de tudo.

Adora encaixar-se no cesto da roupa e esconder-se de nós debaixo da cama e em sítios pequenos e escuros.



Enquanto aproveito a hora de almoço para me dar ao prazer da leitura, já os serões são passados a consumir filmes como forma de terapia para o cansaço.


A casa ainda está demasiado caótica para pensar em projectos. E eu demasiado caótica para sequer pensar em arrumá-la.
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Começou assim..





Ela ficou com a avó e nós partimos para um jantar a dois numa tasca do outro lado da ponte depois de palmilhar 2 ou 3 milímetros a pé (e de saltos) ao percebemos que todos os restaurantes que conhecíamos e não conhecíamos estavam fechados ou com uma fila de espera cá fora.. já do outro lado os preços eram altos e acabamos por descobrir uma tasca com uma mesa disponível.
A alheira pouco valia, demasiado salgada, demasiada gordura. Ele não se queixou e isso significa que estava bom. Mas valeu pela decoração.
Uma vez do lado certo do rio fomos visitar uma amiga. Voltamos a sair minutos antes das 24h para ver o fogo de artificio... surpresa: 3 foguetes mandados para o ar e já está (viemos a saber que o fogo de artificio tinha sido noutro local).
Voltamos para dentro meios desiludidos.
Brindamos ao novo ano a 3.
Depois fomos matar saudades da noite.
Um bar novo. Reencontro de velhos amigos. E de novos também.
E no fim uma nota de 50 euros esperava discretamente por nós. Foi então que decidimos rumar a casa e namorar.




(Sem grandes expectativas resultou numa das melhores passagens dos últimos anos.)








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Feliz Natal



No meio da confusão da época o cansaço acumula-se. O tempo é escasso e mal tenho tempo para outras coisas que não sejam as da rotina fixa do dia a dia .
E assim
o silêncio instalou-se por aqui.

O Natal soube-me pouco.

Talvez por ter trabalhado na véspera. E no dia a seguir ao dia de Natal.
Por ter sido a época mais stressante.
Por não ter espaço ou tempo para saborear a sua essência.

Talvez por me ter apercebido o tamanho consumismo em que esta época festiva se traduz.

Mas iluminou-me a alma saber que o Natal significa muito mais que tudo isto para mim.

Por isso e porque ainda faz todo o sentido desejo um Feliz Natal para todos.

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Chove cá dentro ou a bem da minha sanidade mental.

Hoje tudo está mal. Hoje acordei para voltar a dormir. Respirar faz-me mal. Estou cansada de estar sempre cansada. Estou cansada de correr tanto para poder descansar. Hoje morri para o mundo.
Cega. Surda. Muda.
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Maçã do Amor




Uma das cores a que voltei foi ao roxo (na roupa) mas o mais improvável aconteceu... comecei a gostar de vermelho (nas unhas). A cor da foto não é uma das minhas favoritas. Mas a denominação encantou-me. Já que a árvore de Natal prima pelo seu azul e branco há que abusar nas alternativas!
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Raizes


Está frio. E as árvores despidas.
A lareira acende-se.

Este ano o Natal sabe-me a Natal.
Fui invadida pelo espírito natalício mesmo antes dos anúncios da TV.


A árvore já está enfeitada. Algumas prendas já lá estão.


A ultima palavra dela é "natauuu".
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2 anos






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objectos (quase) diários

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As (des)arrumações...





dela.
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Luz de Outono II


Um dia deparei-me com a luz que entrava pela janela da sala..


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Divagar na luz de Outono



..enquanto esperava por ti.
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Reiki



Diagnostico
:


Perfeitamente saudável. O que sente deve-se ao sistema nervoso.


Mas a sua cabeça não pára.


Tem que acreditar mais em si.


As mulheres tem disto de levar tudo à frente.





No meu corpo pesado e em jeito de vergonha chorei como há muito não me permitia.


"- É o seu corpo a expulsar! Pode chorar.."


E chorei. Mas só um bocadinho que isto de estar a chorar em frente de estranhos não é comigo.





(...)





Senti-me evadida por uma tristeza muito grande durante todo dia.


Trouxe uns títulos de livros comigo para investigar. Para absorver.


As dores passaram.. todas.





Estranho é às vezes precisarmos de ouvir o óbvio dito por outra pessoa para finalmente interiorizarmos aquilo que já sabíamos e acreditarmos verdadeiramente.

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Ela..

"Ai quii fioooo!!!"
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No picture

Desde da ultima vez que escrevi:
Apanhei o vírus dela.
Emagreci.
O carro avariou.
Esqueci-me que a hora mudava e cheguei adiantada (uma hora) ao trabalho a pensar que já estava atrasada.
Uma semana de dores de costas absolutamente escruciantes e trabalhar, trabalhar, trabalhar.
Chego a casa e só me consigo deitar. Sempre com uma botija de agua quente colada às costas.
Redescubro os medicamente naturais. Percebo que apesar de demorar um pouco mais a fazer efeito são bem mais eficientes.
Festejamos os anos dele.
Abuso por já não sair há muito e por prever que não o vou fazer nos próximos tempos.
Fico afónica.
Ter amigos em casa e uma lareira acesa.
Esqueço-me de registar o meu mundo em imagens por andar sempre numa roda viva. E fico sempre, sempre arrependida.
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Blood Red shoes - Box of secrets


No Santiago de Alquimista dia 20 às 20, em Lisboa
.
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Contagiar


Primeiro foi ela. Depois o pai. A seguir a Avó.
Eu fico sempre para último.


Apanhou-me desprevenida. Quando já todos estavam melhor. Quando menos hipóteses tinha de apanha-lo. Apanhei.


Resultado: um dia de trabalho que se revelou penoso, cheio de náuseas e arrepios, com um ar condicionado em cima bem geladinho. O sair do emprego e correr porque ela tinha uma consulta no médico.
"Ela está bem."


Eu é que já não me sentia me nada bem.



Chegar a casa passar o testemunho ao pai e meter-me na cama.




Hoje não consigo comer. E passo o tempo todo a imaginar que o que sinto ela também sentiu.. o dobro.



Entre a cama, o sofá e a net lá fui descansando e dando gosto ao lazer de andar por aqui a passear.


Ainda olhei de soslaio para os moldes mas sempre que faço assim um movimento mais amplo a náusea é de tal maneira desagradável que desisto logo.



Valeu pelo descanso e por poder dar-lhe muito colo.
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23 meses


Quase, quase nos dois anos.

Tenho saudades de lhe dar colo. E ela rabuja por não ter o seu colo.


Adorou os primeiros dias de infantário mas não gosta de ficar tanto tempo sem mim.


Decidiu começar a fazer greve de fome pelas razões acima.

As birras são mais desafiantes que nunca. Finge que chora, pisca muito os olhos e franze a testa. Ou então quando fica mesmo chateada atira-se para o chão e chora.


Falar é com ela... em bebenhês! Mas já se vai percebendo um Português entranhado no meio.


Já faz por chamar a atenção com posses à princesa e repete a gracinha quando lhe achamos piada.

Adora ir ao supermercado para poder andar no carrinho das compras.


Ainda não usa o penico mas já faz o ritual de levantar ou baixar a roupa e sentar-se. No fim vem buscar papel e limpa-se.
Só falta mesmo é fazer a "forcinha"!

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Chuva na folga quentinha


Finalmente tenho um tempinho para ligar-me um pouco à net. Ver alguns dos sites que visitava com regularidade apesar de ter de ler com o scroll a 120 km/h para dar um pouco de atenção ao meu cantinho neste meio.
As novidades são muitas e os assuntos inúmeros. Tinha pano para mangas. No entanto as prioridades mudaram radicalmente e o tempo que dedicava aqui quero dedicar aos meus (inacabados, pendentes ou/e por fazer) projectos. Que não são poucos.
Consegui começar e, quase, quase, quase acabar um molde de umas calças para ela. Claro, ainda falta cortar as peças no tecido e cozer... Ou seja mais de metade do trabalho. Como tenho uma espécie de aversão a moldes o facto de tê-lo feito sem ajuda e quase de uma assentada, enquanto ela estava a dormir a sesta, para mim, é digno de ovação!
Estou mortinha para passar para tecido o projecto em papel.
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Gastrite Vírica

Ando a 120 à hora. Na estrada a 140 porque exige-se mais que a pontualidade.
Por esta altura já lá vão 2h30 a pé. Ela sempre ensonada lança-me pragas sempre que a deixo no infantário. De coração apertado engulo-o para bem fundo do meu estômago.
Quando chego ao outro lado já vou bem acordada. E pronta para outra maratona.
Ali estão sempre com pressa e pouca paciência.
A hora do almoço também exige rapidez pois para além de comer também quero respirar.
Saio dali a correr porque já vou atrasada e ainda tenho uma fila de transito para transpirar de nervos... e ela à minha espera.
A inauguração aproxima-se. Estou ansiosa. De folga mas presente.
Correu tudo bem e foi giro, confesso, também gostei. Mas mal saio pela porta dos fundos um bocadito mais cedo tenho uma chamada fatídica.
Corro mais uma vez, para o carro, para a casa da avó, para o hospital... e "durmo" numa cadeira ao lado dela atenta aos seus movimentos e afogada em sentimento de culpa.