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Médicos, animadores ou voluntários?




A máquina ficou sem bateria e eu com menos tempo do que o costume.

Para completar, nos dias de folga, fizemos praia longe de casa.

Mas aqui estou eu a libertar as fotos aprisionadas.





No outro dia (já há muitos dias) fomos com a O. ao médico. Consulta de rotina.



Cenas do costume: a pressa, a espera infindável, o desconforto dos sítios assépticos e a antípatia dos funcinários incompetentes.




Ora depois de me ter chateado com a funcionária da recepção, que não tinha a menor paciência e que despachava os doentes como peças em linha de montagem. Depois de um considerável compasso de espera na sala de espera escura iluminada com luz de fabrica, eis que surge pela sala dentro um grupo de médicos (seriam?). Vestidos de batas a cantar de viola em punho e munidos com um carrinho apetrechado de instrumentos esquesitos.




Fiquei rendida. Não conseguia relaxar os lábios contraidos de tanto sorrir.


Carregados de boa energia passeavam-se pela sala interargindo com os doentes e acompanhantes.
Puxavam de instrumentos "musicais" feitos por eles. E alguns falavam numa língua estranha por um tubo com um funil.




As crianças queriam pegar em tudo, ver e ouvir tudo.

Ela nem lhes ligou. Estava fascinada com a casa de bonecas.
Mas a mim soube-me muito bem.


Seriam os medicos de nariz vermelho? e onde está o nariz??


Quando seguiram viagem só tive vontade de ir com eles a cantar pelo hospital fora..
Qualquer das maneiras sai de lá muito mais calma e descontraída. A sorrir.

E apesar de as fotos não fazeres jus ao momento não queria deixar de partilhar esta boa ideia que a meu ver deveria ser implantada (esta e muitas outras) em todos os hospitais e centros de saúde e especialmente direccionada para crianças.
Uma boa maneira de a criança não fazer um drama da ida ao médico e de trazer cultura para mais perto de nós.

2 comments:

Filha do Vento disse...

bons olhos te leiam!
e olha concordo plenamente!
de facto há mta gente -voluntária- que se presta a estes mimos...
e nós agradecemos.

pu pu pi tu disse...

aplaudo.
o teu texto e o gesto bonito transformado em mimo desses voluntários.