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Começo a respirar..


Finalmente a agitação dos últimos tempos tende a abrandar.

Passo algum tempo em casa a tentar reorganizar documentos, roupa, loiça e outros objectos. Os prioritários.

Com muita lentidão para não se assemelhar a trabalho forçado.



Ela está uma falante muito activa.

Aprendeu a dizer carro, calça e sentas (senta-te) e agora pergunta apontando para todos os objectos que a rodeiam "e ixsu?" = E isto??, querendo saber o nome de tudo.

Adora encaixar-se no cesto da roupa e esconder-se de nós debaixo da cama e em sítios pequenos e escuros.



Enquanto aproveito a hora de almoço para me dar ao prazer da leitura, já os serões são passados a consumir filmes como forma de terapia para o cansaço.


A casa ainda está demasiado caótica para pensar em projectos. E eu demasiado caótica para sequer pensar em arrumá-la.
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cooking - 15 meses


Entre o "corre-corre" da lida da casa, do cuidar dela, do part-time ainda comecei a cozinhar para fora.
Passo mais tempo na cozinha. No meio de bolos e massas. Enquanto ela ensaia as suas primeiras caminhadas.

Aos 15 meses já atravessa meia sala. E fica toda contente com o seu feito. Nós também. Sem necessidade de sapatos especiais ou brinquedos começou a andar, finalmente.

A novidade é que, agora que, descobriu que se pode alimentar exclusivamente de bolachas, decidiu que a sopa não faz falta nenhuma.

Temos de arranjar 1001 artimanhas para ela esquecer o que está a comer.

Por outro lado adora o meu arroz integral. Já exprimentou esparguete do qual ficou fã - além de um alimento é um brinquedo.

Continua a dormir connosco e resente-se do meu ritmo acelarado. Fica rabugenta e luta contra o sono.

Já eu luto contra o sono para ganhar umas horas extras. Conseguir cumprir com a lista a que me proponho mal acordo. E quase sempre deito-me com itens ainda por fazer da dita cuja.

Um desses itens é as peças para o pay it forward. Apesar de estarem practicamente finalizadas faltam uns retoques e uns promenores.
Espero acabar em breve.
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Proliferação de papel...


Tenho várias montanhas para escalar. Mas a que me assusta mais e que crescer desalmadamente é esta.

Há facturas e talões espalhados por todo o lado. Na mesa, no chão, na cozinha, na mala... e já me começam a fazer comichão..

Chama-se contabilidade (um registo mensal dos gastos aqui da familia) que se tem vindo a acumular e agora a arrastar.. 3 meses em atraso!

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Cozinhando a sorte em lume brando...


Foi tudo decidido à última da hora, em cima do joelho tanto que só levei um terço do meu guarda-roupa e esqueci-me do carregador da maquina fotográfica (consequentemente os posts não tem imagens de minha autoria) e muitos dos meus objectos de lazer/trabalho ficaram para trás em prol da necessidades da minha pequenina.


Apesar de já termos posto a hipótese de tamanha mudança só nos últimos dias é que da suposição se passou à realidade.


E aqui estamos!


Eu de volta à minha cidade. Ele pela primeira vez como trabalhador e morador na cidade das alfaces. Ainda a repensar esta queda de paraquedas numa cidade que já não reconheço como a minha casa. Para já não falar numa casa e rotina que também não é a nossa.


Tenho a sensação que entrei numa realidade alternativa... Tudo é diferente a minha realidade mudou.


Tanta mudança dá-nos um sentimento de insegurança. Deixar tanto para trás para poder receber o que vem para a frente gera um sentimento de saudade, de vázio. Nostalgia.


Já nada era como era.


Tudo mudou para ser diferente.


Mas só assim se dá espaço à evolução, a novas oportunidades. A novas realidades.


Sentimentos antagónicos que lido por estes dias.


Que paralisam por momentos.


A minha arma... adaptação.


(foto de Geoffroy Demarquet)