1

Moranguitos com sabor a comprimido


Ainda tenho a esperança de encontrar os morangos da minha infância.

Sumarentos e docinhos... pura desilusão ou ilusão?

Talvez um dia perca a cabeça e a carteira nos biológicos!

2

4 meses







às vezes parece um sonho
0

Postcrossing




Saudades de pegar numa caneta e papel e escrever.


Ritual que começa a ser esquecido com as novas tecnologias. É muito mais fácil, rápido e cómodo enviar e-mails. Não sou nada contra estas novas tecnologias que nos poupam muito tempo e deslocações.


Por outro lado as cartas transportam um pouco de nós..
.. o caminho que percorreu, o selo carimbado, o cheiro do papel, a tinta cravada que nos contava uma história de alguém que quis partilhar connosco. Algo que ficaria documentado para sempre.


Tinhamos uma particularidade entre nós: decoravamos o envelope e ou a carta ao nosso gosto e imaginação e todas as cartas eram diferentes dependendo do seu conteúdo e do nosso humor da altura.
Miminhos enviados por correio :)










Entretanto esse hábito foi-se perdendo no tempo...





Há uns dias andava a passear na net e tropeçei num conceito interessante de um português chamado Paulo Magalhães de Braga que teve esta excelente ideia de reinventar o correio na sua forma mais anónima possivel: mandas um postal a alguém de quem só sabes a morada e pouco mais (apenas aquilo que ela quiser) e por esse postal recebes um outro de outro alguém que também não conheçes. E assim sucessivamente formando um ciclo... mas isto torna-se mais interessante quando difundido pelo mundo inteiro. Os postais vêm de todo o lado. É o sistema que escolhe ao acaso a quem vais escrever e quem te escreverá.



Cultura a rodar por todo o mundo. Via ctt. Com selos, tinta, carimbos e o cunho de diferentes pessoas de diferentes partes do mundo.



E estes já vão a caminho do seu destino e ainda nem partiram e já tou ansiosa do que vou encontrar na minha caixa de correio.

2

M & L


Ficas assim pequenino quando me vês sair.Seguras o teu coração trémulo numa das mãos com medo deste cair.Na outra aconchegas a nossa pequenina. Olhas para mim como se eu não fosse voltar e enches os olhos de saudades mesmo antes de eu partir.


Eu e tu.

Nós somos ela.

..nela nunca poderemos-nos separar.



1

Porto


Espalhei milhares de passos na cidade e mais outros tantos mais uma e outra vez


Respirei muito fundo e tentei fugir para longe.
volto sempre de coração na mão para voltar a pô.lo no lugar.


Volta sempre a cair.


Paro um minuto para pensar na madrugada e outro ao entardecer
esta luz que me acalma é a luz que me revolve por dentro.


Amacia o turpor
acalenta a minha besta no silêncio


..ainda sinto o formigueiro a borbulhar no mais profundo do meu ser


guardo.te nesse lugar e revejo.te sempre que passo por lá..