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Eu-blogue







Aceitei o desafio.Não propriamente da pessoa que teve a ideia. Mas de uma pessoa que costuma ter muito boas ideias e bons resultados.






A sua contribuição aqui e aqui.




Achei uma forma criativa de comunicar.




Os pequenos detalhes dizem tudo.
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10 meses


8 dentes contados e assinalados continua as suas investidas em mãos, ombros e queixos (é o que apanhar mais a jeito). Começa a ser perigoso meter o que quer que seja nas mediações daquela boca.




O seu hobbie preferido é a maratona em 4 pernas. Da sala à cozinha ou então da sala ao corredor e às escadas. Percorre tudo em apenas segundos. A caminho de uma divisão e ante a sua chegada lança um determinado e ruidoso "aahhhh!" como que se a anunciar e a pedir resposta por parte dos presentes.

Quando se cansa puxa do rabo para trás e deixa a gravidade actuar para descansar sentadinha.




As investidas à gata são sensacionais. A gata não a reconheçe como um ser humano e acha aquela criatura muito estranha. Assim sendo não se aproxima muito e no início até fugia mesmo estando a alguns metros dela.

Ela por sua vez acha-lhe muita graça. Quando a vê, tudo pára, e começa a corrida para tentar alcançá-la. É óbvio que perante uma gata ágil ela não tem qualquer tipo de hipótese. Mas a esperança é a última a morrer e aquele ser branco pequenino é a perdição dos olhos dela.




Ao jantar e no meio das conversas que é quando nos juntamos todos, ela inclusivé, também participa. Esbraceja e palra muito. Se nos ouve a rir fica muito atenta e no fim lança a sua gargalhada de concordância.




Meia irritada e um bocadinho antes de soltar o choro solta um "maaamaamaamamamamaaaaa" que penso não querer dizer nada apesar de o fazer em suplicia e a olhar para nós.

É o inicio de qualquer coisa...
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Amar mais um bocadinho


Quanto tempo mais vais estar do meu lado?

Quanto tempo mais tenho para te poder abraçar?

Quanto tempo falta para te ires embora do nosso leito quente e aconchegante?

Sei que partes em honra de um bem maior.

Mas às vezes queria-te aqui comigo...
só mais um bocadinho...
..no quentinho.

Para te poder amar mais um bocadinho...
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9 meses


Com tantas atribulações de percurso e férias pelo meio o post dos 9 meses ficou pelo caminho e para repor essa falta inadmissível aqui está este post.

Com quatro dentes: dois em baixo ao centro e dois em cima (os caninos) apelidamo-la de "Vampira". Só falta sugar-nos o sangue já que a fera adora abocanhar-nos!

Já vai refilando com toda a gente que passa. É uma verdadeira relações públicas.

Quando deixo-a no chão odeia lá ficar e vai arrastando-se para o pé de nós. É uma óptima mopa autónoma!

Não sei ver as semelhanças fisícas mas numa coisa acho que sai a mim: acorda sempre mal disposta e com uma juba que faz lembrar os punks!


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Despida de mim.





Com tanta pressa para mudar e pouco espaço ao transportar, muitos itens que considerava essenciais ao meu bem estar, ficaram para trás.
Entre eles a máquina de costura a que já me tinha afeiçoado. Apesar de não ser minha era quase como se fosse. No entanto, senti que não tinha o direito de privar a dona, por mais não sei quantos anos e muito menos deslocar a sua maquina de cidade, depois de ma ter cedido de bom grado por uns bons longos 6 meses.

Por outro lado o escasso e atribulado tempo que tinha triplicou por estes lados. Tenho ajuda dos avós e da tia e a janta sempre na mesa. O que resulta em mais tempo e paciência para a Ory, mais tempo para mim, mais horas de sono e menos trabalho físico.
Tenho todo o tempo do mundo e era suposto eu estar feliz da vida... mas não.

Faltam as tintas, as telas, os lápis, o papel, a cola, as linhas, os tecidos, a agulha... a máquina... e uma mesa grande e vazia para eu espalhar as ideias conforme elas nascem.






Entretanto sinto-me frustrada com tantas ideias reprimidas pela falta de codições...
(foto de Maria Flores)
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Da tua menina...


Dou por mim a pensar muitas vezes nestes últimos tempos "Já sou crescida" mas o que realmente penso é que estou a ficar velha!

É que isto de ter cabelos brancos, ter um pai reformado, uma casa para pagar, um marido que exige roupa passada a ferro, uma filha e a tendência a dar "chamadas de atenção" (leia-se sermões) à irmã mais nova dá muito em que pensar...

Houve muitas coisas que mudaram nestes últimos anos e desde que a minha pimpolha entrou na minha vida a minha perspectiva de vida mudou muito.

Mas também houve muitas coisas que ficaram na mesma e que suspeito que hão-de ser sempre assim. Mas isso já é outra história.

Uma das coisas que mudou foi a minha relação com os meus pais. Eu sei, eu sei.. parece um cliché... mas a verdade é que agora compreendo muitas das preocupações e atitudes que eles tomaram e tomam em relação a mim.

O facto de querer passar mais tempo com a minha família é uma delas. Não sei muito bem como explicar mas tenho a sensação que já tenho pouco tempo, como se o tempo escoasse, e que tenho que aproveitar todos os momentos e compensar todos aqueles em que lhes fiz "mal" à alma.

Oh claro que continuam a irritar-me e a fazer daquelas coisas que envorganham o mais destemido! Mas deixei de os ver como pais perfeitos e mais como pessoas, a tentar a sua perfeição.

E isto tudo porque gera-se um sentimento baralhado quando vejo a minha filhota nos braços do meu pai.

Um pai que faz hoje anos mas diz, com um esgar de sorriso quando interrogado com a celebre pergunta, "quantos fazes?" que deixou de fazer anos há muito tempo!


Parabéns papá!
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Spicing things up...



Brazilian Girls - jique

Do Brazil não tem nenhum representante e de miúdas apenas uma para amostra.
Nascida em Itália fala seis linguas e canta com todas.
Tem o seu próprio vocabulário, exemplo disso é este "Jique" que não se sabe muito bem o que quer dizer.
Mantém os olhos censurados em todos os videos e concertos e a expressão bem aguçada!



Salada mista!

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O meu coração deixei-o lá em cima...


Lembro-me de quando fui para o Porto. As primeiras impressões não foram muito animadoras: cidade suja, escura, gente que fala com decibéis muito elevados, um trânsito medonho...

Mas com o tempo fui descobrindo o outro Porto. A luz mística, a gente atenciosa e calorosa, a muita criatividade e a sensação de se estar em família pela facilidade em conhecer pessoas e o apego que se gera entre elas.


Os meus primeiros 20 anos foram passados na terra da luz mas, como ser do ar que sou, que procura a liberdade acabei por apanhar boleia até ao Porto num curso.


7 anos mais tarde estou de volta para tentar a sorte. As primeiras impressões: cidade de luz que parece não chover, pessoas multiraciais, variedade de estilos e mentalidades, gentes desconfiadas e mal encaradas sempre num corre corre, muitos meios de transportes e alternativas ao carro, mais cultura e mais qualidade, comida mais cara e mais escassa..


Será que também vou descobrir uma outra Lisboa? A que nunca cheguei a conheçer?


É peculiar como não me sinto parte integrante desta Lisboa que deixei para trás.. cresceu sem mim e eu sem ela.

(foto de lienosauros)
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Cozinhando a sorte em lume brando...


Foi tudo decidido à última da hora, em cima do joelho tanto que só levei um terço do meu guarda-roupa e esqueci-me do carregador da maquina fotográfica (consequentemente os posts não tem imagens de minha autoria) e muitos dos meus objectos de lazer/trabalho ficaram para trás em prol da necessidades da minha pequenina.


Apesar de já termos posto a hipótese de tamanha mudança só nos últimos dias é que da suposição se passou à realidade.


E aqui estamos!


Eu de volta à minha cidade. Ele pela primeira vez como trabalhador e morador na cidade das alfaces. Ainda a repensar esta queda de paraquedas numa cidade que já não reconheço como a minha casa. Para já não falar numa casa e rotina que também não é a nossa.


Tenho a sensação que entrei numa realidade alternativa... Tudo é diferente a minha realidade mudou.


Tanta mudança dá-nos um sentimento de insegurança. Deixar tanto para trás para poder receber o que vem para a frente gera um sentimento de saudade, de vázio. Nostalgia.


Já nada era como era.


Tudo mudou para ser diferente.


Mas só assim se dá espaço à evolução, a novas oportunidades. A novas realidades.


Sentimentos antagónicos que lido por estes dias.


Que paralisam por momentos.


A minha arma... adaptação.


(foto de Geoffroy Demarquet)
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Engrenando..

Geoffroy Demarquet


Primeiro foi difícil abrandar o ritmo para o modo "Férias": desliguei a ficha do profissional. Meti em modo de espera o serviço doméstico. O serviço materno continuou no seu máximo mas com a vantagem de ter mais tempo. E liguei o serviço diversão no médio... e agora está-me a ser difícil voltar, de novo, ao modo "normal".

Parece uma espécie de vício... primeiro estranha-se depois entranha-se e é preciso muitaaaa força de vontade para voltar aquele ritmo todo de novo.

Mas a verdade é que também estou desejosa por começar com aquela actividade toda.
Receio é que não seja tão cedo.. mas isso fica para outro post.